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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Feira Brasil Rural Contemporâneo

Oi pessoal,
Depois de tanto tempo sem novidades, resolvi voltar com uma dica. Póstuma. Foi uma ótima dica, sensacional, mas agora já era, agora só ano que vem, talvez em São Paulo. Tem, mas acabou.

A dica era a Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, que esse ano ganhou um nome mais "fashion", e passou a se chamar Feira Brasil Rural Contemporâneo. Se a mudança serviu pra atrair mais gente, tudo bem.A ideia da feira, realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, era reunir pequenos produtores rurais do Brasil inteiro e mostrar de onde vem aquilo que é posto em nossas mesas. E isso foi feito utilizando todo o espaço da Marina da Glória, de frente para a enseada de Botafogo.

Cada setor da feira era dedicado a uma região do Brasil, e dentro das regiões havia os espaços para cada estado. Como numa feira, os agricultores exibiam seus produtos mostrando toda diversidade do nosso país. Havia ainda stands temáticos, dedicados à Amazonia, às cachaças, aos orgânicos, ao babuçú, à reforma agrária, e outros.

Gostaria de ressaltar dois aspectos da feira. O primeiro, é claro, o aspecto comidístico.

Me fartei. Comi tacacá do Pará, tapioca de Tucunaré, suco de Tamarindo, queijos de todos os cantos, aipim com torresmo mineiro, cachaças, água de côco, cupuaçú, farinhas... Voltei de lá com bolsa carregada de coisas deliciosas. Tomate seco, pepino em conserva, farinha de taipoca, chá-mate do MST, palmito pupunha, polpa de tamarindo, farinha de mandioca, chutney de banana, goiabada cascão...

Enfim, foi uma orgia. Muito produtos eram orgânicos e estavam com preços "normais", e não os preços de orgânicos que encontramos usualmente.

O outro aspecto foi a minha satisfação em poder consumir alimentos diretamente dos pequenos produtores. Produtos "de verdade", que não saíram de nenhuma agroindústria e nem passaram por nenhum atravessador. E eu sabia que o dinheiro que estava pagando pelo produto, era pelo produto mesmo.

A ideia da feira era mostrar a importância da agricultura familiar para a matriz alimentícia nacional. O censo agrário divulgado recentemente mostrou que, apesar do crescimento da concentração rural no Brasil, a produtividade do pequeno agricultor ainda supera a dos latifúndios, isto é, produzem mais em menos espaço, e de maneira mais saudável, sustentável e justa.

Incentivar a agricultura familiar, pequena agricultura e reforma agrária é uma estratégia acertada em vários sentidos. Destaco alguns:
  • Segurança alimentar: Com a produção de alimentos descentralizada e pulverizada, não corremos o risco de ficar dependentes de poucas agroindústrias, que podem controlar preços, por exemplo;
  • Meio ambiente: para aumentar a produtividade, o latifúndio usa como recurso a monocultura, ou seja, áreas imensas com uma mesma plantação. Isso exaure o solo, acaba com a biodiversidade e demanda mais agrotóxicos, já que as pragas vão ficando cada vez mais resistentes e perdem seus inimigos naturais;
  • Saúde: pelos motivos acima, a agricultura familiar usa menos agrotóxico, preservando a saúde do produtor e do consumidor;
  • Êxodo Rural: a agroindústria expulsa as famílias do campo, pois oferece péssimas condições de trabalho e nenhuma expectativa de melhoria de vida para os trabalhadores. Além disso, aquelas que compram a produção de pequenos agricultores, exercem preços ínfimos pois monopolizam o mercado. Isso contribui para a fuga das famílias do campo, lotando ainda mais nossas já saturadas cidades;
  • Produção Local: enquanto a agroindústria produz em grande quantidade para exportação, o agricultor familiar abastece o mercado local. Com isso, a logística é mais barata, há menos emissão de gases no transporte dos alimentos, o preço pago ao agricultor é mais justo e a renda é melhor distribuída entre vários agricultores. O modelo de desenvolvimento local, em contraposição ao global, é praticamente uma unanimidade entre quem entende de sustentabilidade. E a pequena agricultura é desenvolvimento local.
Podemos resumir tudo na seguinte frase: Terra não é mercadoria, assim como grão não pode ser commodity.

Peço desculpas novamente, mas não tenho escrito nada a não ser a minha dissertação nos últimos meses. Em breve, o DM volta ao ritmo antigo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Angu do Gomes

Antes restrito a simpaticas barraquinhas pela cidade, o Angu do Gomes agora funciona num restaurante convencional.

Comandado pelo neto do sócio do Gomes original, a casa oferece o angu clássico, com miúdos e rabada, e opções mais moderadas, como carne moída. Ainda há também uma chance para os verdes, com o angu vegetariano, que leva abobrinha, berinjela e outros legumes.

Confesso que tive que lembrar da frase que postei outro dia aqui ("Com um garfo e uma faca na mão, eu costumo ser corajoso") para pedir o tradicional. Não sou muito chegado aos miúdos, mas a primeira vez no clássico Angu do Gomes não poderia ser diferente.

Não me arrependi. Estava simplesmente maravilhoso, muitíssimo bem temperado, uma delícia. Acompanhado por uma cerveja ou uma cachacinha, o Angu do Gomes é uma delícia, e merece o título de patrimônio do Rio.

Melhor do que isso... bom, melhor do que isso, só mesmo o Angu do Gomes depois do sambinha da Pedra do Sal. Isso porque o restaurante fica no Largo da Prainha, aonde acontece o Escravos da Mauá, e a 100m da Pedra do Sal, onde toda segunda e quarta o samba de raiz come solto.



Serviço
Angu do Gomes
Largo do São Francisco da Prainha, Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Angu Tradicional (com miúdos e rabada) (R$9,90)
Benefício/Custo: justo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Café do bom cachaça da boa

Este simpático café foi alvo do primeiro post deste blog. Na ocasião, estava de dia, fazia um calor desgraçado e tomei um sorvete.

Desta vez foi diferente. Cheguei à noite, sem muita fome, pra papear com amigos. Aliás, disto ninguém pode reclamar: o lugar é muito agradável. Aconchegante, bonito, simpático... Ótimo pra papear com bons amigos, o que foi o caso.

Assim que chegamos, os bons amigos foram logo pedindo o tal do tareco. A ideia é interessante: pão de queijo velho fatiado, torrado, com queijo por cima. Veio esta beleza da foto ao lado.

Eu não sei se já rolou esse assunto aqui, mas eu acho que colocar queijo em cima das coisas é uma tremenda falta de imaginação. Na verdade, a pessoas acham que é uma ideia genial, e que fica uma delícia! Bife com queijo por cima, berinjela com queijo por cima, batata com queijo por cima. Oh pessoal, tem tanto tempero, molho, coisa boa por aí! Vira tudo um grande queijo derretido. Alguém comentou: "Hoje você inventa um prato, amanhã alguém já ta colocando queijo em cima".

Bom, depois manifesto contra o queijo por cima, não preciso dizer muito sobre o que achei do tal do tareco. No começo até me animei, eu sou louco por pão de queijo, e a ideia de reciclar os velhos é ótima. Mas o negócio é sem graça pra caramba, ainda por cima difícil de comer, por que fica um grande emaranhado de queijo.

Mas tudo bem. A companhia salva qualquer coisa.

Em seguida, eu assumi o comando do cardápio, e pedi as duas belezinhas das fotos. Quiches muito gostosas, quentinhas, a primeira de tomate com manjericão, a segunda de shitake com legumes. Gostei mais da primeira.

A cerveja gelada e as cachaças complementaram a noite agradável. O lugar é muito bacana, mas, por favor, sem queijo por cima.



Serviço
Café do bom cachaça da boa
Rua da Carioca, 10, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Tareco (R$7,50) , Quiche de Tomate com Manjericão (R$5,40), Quiche de Shitake com legumes (R$6,70),
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cia Oriental

Sempre que vou a São Paulo, seja a trabalho ou lazer, minha primeira preocupação é: onde comer?

Há algum tempo a primeira opção já é certa: o Restaurante Cia Oriental, na Liberdade. A vontade de experimentar coisas novas é grande, mas esse lugar tem algo que me atrai e sempre acabo fazendo pelo menos uma refeição por lá.

Os restaurantes japoneses da Liberdade são bem diferentes dos do Rio. Lá parece um pouco mais autêntico, com cardápios escritos em ideogramas, e alguns lugares os garçons mal falam português. Por sorte, costumam botar fotos para ajudar. O resultado prático disto é uma variedade maior de práticos típicos, fugindo dos sushis e sashimis que sempre vemos por aqui.

O Cia Oriental oferece pratos Chineses, Japoneses e Coreanos, além de Brasileiros. Não é tão tradicional quanto outros por lá, mas come-se ótimos pratos típicos por um preço muito justo.

O meu favorito é um coreano, que aparece na primeira foto (que esqueci de anotar o nome). É composto por uma bacia com diversos legumes picados, cobertos com sashimis e pedaços de algas. Acompanha um missoshiro, uma tijela de arroz e um pedaço de acelga apimentada. (Você sabia que se come acelga na Coréia do Sul? Nem eu...)

Meus companheiros de mesa pediram os indefectíveis combinados e yakissobas. Protestei, disse que era falta de imaginação, que isso podem comer qualquer hora aqui no Rio, que havia outros pratos esquisitíssimos, etc...

Pois bem, tive que dar o braço a torcer. Até nisso eles dão um banho nos nossos japas: olhem bem a cara deste yakissoba! Delícia. E, no meio do combinado, eis que surge um enrolado de salmão com gema de ovo. Nossa, inacreditável. Bela pedida.

Para finalizar, o restaurante com uma sorveteria que oferece um sorvete de gengibre sensacional.
O restaurante fica no quarto andar de uma galeria, não é o lugar mais agradável do mundo. Mas confesso que é difícil não passar lá nas minhas visitias à paulicéia.


Serviço
Cia Oriental
Rua Galvão Bueno, n. 40/44, 4 andar, Liberdade, São Paulo
O que comi: (Desculpem, não anotei nada. Só me lembro que o prato coreano lá de cima custa R$17,50)
Benefício/Custo: justo

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Big-Bi

O Big-Bi é um amigão de todas as horas. Todas mesmo, suas filiais funcionam 24h, pelo menos nos fins de semana. Útil para os estômagos mais fracos que querem evitar os podrões da madrugada, mas não têm nada na geladeira em casa.

Sempre que recebo um visitante estrangeiro, uma das primeiras recomendações que faço é que parem pelo menos três vezes por dia em alguma loja de sucos do Rio e peçam sempre um suco diferente. Não existem muitos lugares no mundo onde se possa fazer isso como aqui.

E é por isso que eu adoro o Big-Bi. Posso tomar sucos maravilhoso e saciar minha fome de maneira honesta a qualquer hora do dia e da noite. Desta vez fui de sanduíche de filé mignon com queijo e laranja com acerola. Nunca havia pedido esse suco, e resolvi imitar o camarada que pediu na minha frente. Tudo ótimo, no bom padrão de sempre.

O último parágrafo, como de praxe vai para a reclamação. Se eu fosse diabético, já tinha caído duro. Pedi meu suco sem açúcar, e veio com. Tudo bem, acontece, mas se eu fosse eles não botava açúcar nunca e deixava isso a gosto do cliente. Enfim, como sempre, nada é perfeito, mas as vezes chega perto.

Ah, não podia de esquecer do último elogio: eis aqui uma exceção à regra das franquias. Finalmente achei uma que gosto. As filiais incluem Lapa, Jardim Botânico, Catete e outros...


Serviço
Big-Bi
Praia de Botafogo, Rio de Janeiro
O que comi: Filé mignon com queijo no pão francês (R$7,50), laranja com acerola (R$3,00)
Benefício/Custo: justo

domingo, 7 de junho de 2009

Bagdad Café

A rua Gustavo Sampaio esconde algumas pérolas, que merecem a devida atenção deste blog. Vamos revelar uma delas hoje.

O Bagad Café é daqueles lugares que podem ser chamados de extensão de casa. Ouvi isso outro dia de uma moradora da vizinhança, e achei bem apropriado. Bem aconchegante para sentar, e tomar uma sopinha de lentilhas, um pouco mais salgada do que deveria, mas que cai muito bem neste friorento Rio de Junho.

Para acompanhar a sopa, pedimos um pão árabe da casa. Bem fininho e fresco, estava uma delícia. Como estávamos num lugar árabe, a mesa quis pedir uma pasta de grão de bico, mas a camponata que aparecia na vitrine estava tão irresistível que eu consegui convencê-los a mudar de ideia. Mais pra italiano do que outra coisa, a mistura de berinjela, pimentões vermelho e amarelo, alho e muito azeite estava deliciosa.

Apesar do clima ótimo, teve uma coisa que me chateou bastante. A sopa de lentilha foi aquecida num tremendo microondas no balcão. Tive que engulir essa. Poxa vida, podiam pelo menos fazer isso na cozinha. Enfim, nada pode ser tão perfeito.

No final, um docinho de gergelim incrível, na verdade opostamente incrível a isso que aparece na foto de baixo.



Serviço
Bagdad Café
Gustavo Sampaio 560, Leme, Rio de Janeiro
O que comi: Sopa de Lentilhas com pão árabe (R$6,00), anti-pasto de berinjela com pimentões (R$3,2/100g) , doce de gergelim (R$3,00)
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Padaria Vilamore

O site oficial diz que fica em Vila Isabel, mas pra mim é no Grajaú, o Graja, para os íntimos. Aliás, para os íntimos, a Vilamore é um verdadeiro clássico. Seja para almoçar, fazer um lanchinho ou só tomar um mate, esta confeitaria é sempre uma ótima opção pelas bandas de lá.

No cardápio, as estrelas são os salgados, que podem ser vistos na foto da vitrine. Salgados, tipo "Salgado + refresco = R$1,00?", perguntaria o leitor acostumado às iguarias do DM. Mais ou menos, responderia eu.

Podem até parecer salgados ordinários, mas os da Vilamore são classudos. Veja a "coxinha" de galinha, no melhor estilo viking. O camarão com catupiry é um espetáculo, mas o sucesso da casa são os dadinhos de frango, uma empanadinho de peito coberto com massa deliciosa. É claro que o excesso de fritura não me agrada, e a comida é bem pesada. Mas uma vez ou outra é uma delícia. Menção honrosa ao mate, caseiro, doce doce, mas que acompanha bem os quitutes.

É essencial destacar a simpatia do pessoal de lá. Tradicionalmente, sempre que alguma gostosura sai do forno, os atendentes oferecem uma provinha aos clientes. Muito gentil.

Um pouco menos gentil é esquema de atendimento que vigora nos dias de maior procura: ao entrar os clientes recebem uma senha, tipo de banco, e têm de esperar o número ser chamado. Convenhamos que para uma padaria isso soa meio pedante, quase arrogante. Talvez seja necessário por causa do grande movimento, talvez a Vilamore não seja uma padaria qualquer; mas que soa esquisito, isso sim.


Serviço
Padaria Vilamore
Rua Teodoro da Silva 972 - Vila Isabel/Grajaú - Rio de Janeiro
O que comi: Dadinho de Frango (R$33,00/kg), Camarão com catupiry médio (R$ 4.90), Mate (R$4 o litro)
Benefício/Custo: justo

sexta-feira, 1 de maio de 2009

La Latteria Bloise

Por diversas vezes passei na porta e fiquei curioso. Mas como nunca ando à pé naquele pedaço da São Clemente, ficava difícil parar para conferir... Até que veio a enchurrada de feriados no Rio, um ótimo pretexto para cafés da manhã incrementados até tarde. Dessa vez não podia passar. Acordei no domingo decidido a experimentar essa padaria/delicatessen de nome ítalo-francês.

O lugar é uma espécie de mercearia, com prateleiras abarrotadas e uma padaria ao fundo. Vinhos caros, cervejas boas e chocolates importados são alguns dos ítens oferecidos. No meio dessa confusão, há uma mesa dentro e mais duas fora. Fomos até o fundo ver o que se oferecia para o café.

A vitrine exibe uma série de pastinhas, de tudo quanto é tipo. Pedimos dois sanduíches de peito de perú, um com pasta de salmão, outro com pasta de brie com damasco. O primeiro no pão francês, menor, o segundo na baguete com provolone.

Achei a de salmão meio maionesada, não gostei muito. A de brie estava boa, dava pra sentir o gosto do queijo. E o pão estava bem gostoso, fresquinho. Entretanto... Tenho que confessar que no mesmo dia fui Talho Capixaba. Eu não gosto nem de falar esse nome, em breve tomo coragem e faço o post de lá. É uma maravilha, paga-se o preço, mas tudo é do bom e do maravilhoso.

Até!

Serviço
La Latteria Bloise
Rua São Clemente esq. com Guilhermina Guinle, Botafogo, Rio de Janeiro
O que comi: Café Espresso com Leite ($4,00), Sanduíche de pasta de salmão com peito de perú no pão francês (R$4,90), sanduíche de pasta de brie com damasco com peito de perú na baguete (R$7,60)
Benefício/Custo: justo

terça-feira, 21 de abril de 2009

Wielkopolska Zagroda Restaurecje

(Caros leitores, este post inaugura a seção de colaborações. Todos estão convidados a mandar as suas, no formato dos post encontrados aqui. DM agradece!)

Por: Tadeu N. Ferreira

A oeste do centro histórico da simpática Poznań encontra-se um restaurante de comidas típicas da Wielkopolska (estado ao qual Poznań pertence). Sua decoração é rústica, com temas campestres e católicos. Fui numa terça-feira à noite, e mesmo assim havia bastante gente no restaurante. A maioria casais jovens, mas também algumas famílias em grande mesas de madeira nobre. As garçonetes são muito simpáticas e atenciosas. Há cardápios em polonês e inglês, mas com uma certa deficiência na descrição em inglês para alguns pratos.

Pedi de entrada uma sopa de aspargos para quebrar a temperatura de 10 graus de uma noite de verão polonês. É bem saborosa e com uma consistência cremosa. A seguir, como prato principal, pedi uma porção de 200g de lombo de porco com molho típico da região (descrito em 4 linhas no cardápio polonês, mas em 5 palavras em inglês). A carne era macia e o molho parece madeira, porém um pouco mais ácido. Para acompanhar, pedi a cerveja Zywiec, uma red ale suave, bem melhor que a Lech, a mais popular da região.

Por fim, de sobremesa, um strudel polonês de maçã com sorvete, típico de uma região que já pertenceu aos impérios alemão e prussiano. Em comparação com o similar alemão, tive a impressão de o strudel ser um pouco menos doce e com massa mais fina. A conta veio em torno de 50 zloty, o que dá em torno de 35 reais, mais do que justo para um brasileiro, um pouco caro para os padrões de lá.

Serviço
Wielkopolska Zagroda Restaurecje
ul. Fredry 12, Poznań, Polônia
O que comi: sopa de aspargos, lombo de porco com molho típico da região, strudel polonês de maçã, cerveja Zywiec (Total: 50 zloty, cerca de R$35)
Benefício/Custo: justo

domingo, 19 de abril de 2009

Capuccino da Kopenhagen

Não tem mistério: é só encher a xícara com lascas do delicioso chocolate da casa, posicioná-la abaixo da torneira e apertar o botão. O espresso preenche o vazio entre as lascas de chocolate, até cobrí-lo completamente. Aí vem a pergunta fatal: acompanhamento, senhor? Escolho o canudinho, mas o chocolate com menta cairia tão bem quanto.

Só me incomoda uma coisa. Talvez incomodar seja um pouco forte, mas tem um detalhe que foge à perfeição desta iguaria. Reparem bem na foto: temos a xícara, o canudinho e um pires. Mas.... olhem de novo. Por que raios a xícara está fora do centro do pires? Porque? Isso já causou um certo desconforto na hora em que fui servido. Ao sentar, a primeira providência foi tentar colocar a xícara no local de onde nunca deveria ter saído: o centro. Qual não foi minha surpresa ao perceber que o pires de fato possuia uma cavidade descentralizada! Estava alí DE PRO-PÓ-SI-TO! Tive que engulir essa, mas foi fácil descer, junto com meu delicioso cappucino.

Serviço
Kopenhagen
Rua do Catete, 311 (Galeria São Luiz), Largo do Machado Rio de Janeiro
O que comi: Cappucino (R$5,50)
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Albamar

É caro, mas vale cada centavo. Ao entrar no Albamar pela primeira vez me senti no auge dos anos 60, bailes no Copacabana Palace, glamour, bossa nova... A entrada já chama a atenção pelo imenso segurança. Em seguida, entra-se num elevador com capacidade para 3 pessoas: o ascensorista e mais dois. Tudo com cara de que era a coisa mais chique do mundo há algumas décadas atrás.

Ao chegar no restaurante, mesas de madeira maciça, belas taças, decoração sóbria e elegante. A vista para a baia de guanabara torna o lugar especial. Especial também o susto ao se abrir o cardápio: nenhuma sopinha por menos de R$40. Os pratos, aliás, muito bem escolhidos: tive vontade de comer cada um.

Minhas origens não me deixaram só neste momento: achei um prato que servia duas pessoas, muito apetitoso (como todos os outros) por R$72,50, o que na média dava a pedida mais barata do cardápio. Pedi achando que era uma coisa, acabou vindo outra melhor ainda. Mariscada, pela minha experiência, era moqueca com vários frutos do mar. Pelo menos foi isso que eu comi em Salvador, por duas vezes, no ano passado.

Como podem ver pela foto, nos trouxeram um lindo prato com um par de vários seres marinhos. Lagostins, camarões VG, filés de salmão, algumas lulas, polvos (pólvos?), mexilhões, enfim, uma farra. Um arroz de brócolis certeiro acompanhava o prato. Confesso que o molho pesto, esse aí do meio, ficou meio deslocado. Um limãozinho bastava. Mas como adoro manjericão, isso não chegou a ser um problema.

Ah, de entrada pedimos bolinhos de bacalhau e uma casquinha de siri, espetaculares. O restaurante é perfeito para uma comemoração especial. Fiquei com vontade de voltar só pra comer ostras e tomar uma cervejinha na mesa da janela, como ví um casal fazendo. Mas antes ainda tenho que trabalhar mais um pouquinho...


Serviço
Albamar
Praça Marechal Âncora, 186 - Centro - Rio de Janeiro
O que comi: Mariscada com arroz de brócolis e pesto (R$72,50 , para 2 pessoas)
Benefício/Custo: justo

ps: Há bastante coisa sobre a história do Albamar, que é o último prédio remanescente do mercado municipal que ali funcionava, já esteve a beira da falência, foi controlado pelos empregados e hoje está nas mãos do chef do Copacabana Palace, Luiz Incao. Vale a pena pesquisar.

Enchendo Linguiça

A primeira expedição oficial do dicasmastigadas foi ao restaurante Enchendo Linguiça, no simpático bairro do Grajaú. Há muito tempo estava curioso para conhecer este lugar, que ficou famoso pelo seu Schweinhaxe, o joelho de porco.

Antes de começar, uma pequena discussão sobre o nome. O nome mais comum para o joelho de porco é Eisbein. Na internet, achei poucas ocorrências para Schweinhaxe ou Schweinaxe. Faria sentido, pois em alemão Schwein é porco, e axe, ou haxe, deve ter vindo de achse, que quer dizer eixo, que por sua vez parece com joelho. Enfim, se alguém tiver alguma informação sobre isso, adoraria saber.

Na época de sua inauguração, falava-se que seria uma fábrica de linguiças. No entanto, disseram que apesar das máquinas já estarem instaladas, falta uma autorização de não-sei-quem para começar a produção. Fica a pergunta: se as máquinas foram compradas antes de reforma ortográfica, será que eles conseguirão fazer a linguiça? Deixa pra lá...

Vamos ao que interessa: como o intuito era conhecer o lugar, começamos pegando leve com uma porção de linguiça calabresa acebolada com pão de alho, a R$15,60. Estava bem legal, mas fico me perguntando pra que botar óleo pra fritar uma linguiça. É só jogar o bicho na frigideira e a gordura começa a sair, não precisa botar mais.

Em seguida, me interessei por uma surpresa no cardápio: o caldinho Enchendo Linguiça. Além do feijão, vem um purê de batata dentro, muito gostoso, com os torresmos e salsinhas por cima. Não vem muito misturado, achei ótima ideia.

Depois resolvemos que era chegada a hora de encarar o joelho. A piadinha no cardápio ajudou a abrir o apetite. Acompanhamos o garçom tirando o espeto de dentro da televisão de cachorro, sempre imaginando se seria o de baixo, com sua gordura e mais a de todo mundo, ou o de cima, mais sequinho. Não deu pra ver.

Alguns minutos depois, o animal chegou à mesa, sem os ossos principais, da piadinha, mas ainda inteiro. Ficamos contemplando um tempo, até pedirmos para o garçom cortar mais um pouquinho. A forma de comer, assim como o prato em si, é um tanto ancestral, com todo respeito. Cada um vai caçando o seu pedaço, tentando pegar mais carne e menos gordura, mas isso vai ficando complicado.

O ápice foi quando estava me deliciando com a casquinha crocante, e uma nutricionista que estava à mesa comentou: "O prato todo deve ter uns 80% de lipídios, mas essa casquinha é 99% com certeza!".

Naquele momento senti minhas veias entupindo, podia até ver as placas de gordura se depositando e o sangue sofrendo pra passar. Mas tudo bem. Como diria um amigo, não tem problema.

Prosseguindo, o primeiro joelho veio acompanhado de um chucrute e maionese de batatas, e no segundo incluímos uma farofinha de ovos. Tudo muito bom.

É claro que eu talvez só volte a comer isso daqui a umas cinco encarnações, mas que é bom, isso é. A carne, por ter tanta gordura, é bem macia e saborosa. O problema é que depois pesa que é uma beleza.

O joelho de porco deve ser apreciado com moderação, mas quando for apreciar, aproveite!

S
erviço
Enchendo Linguiça
Av. Eng Richard nº2 A, Grajaú, Rio de Janeiro
O que comi: Joelho de Porco (R$34,50), Linguiça Calabresa com Pão de Alho (R$15,60), Caldinho Enchendo Linguiça (R$5,60)
Benefício/Custo: justo

ps: agradeço as fotos aos amigos Gaúcho e Regis e à tecnologia bluetooth, que me permitiu pegar as fotos para o meu celular.
[update] ps2: Não posso deixar de mencionar a participação do bloco Seu Cuca é Eu, cujo ensaio em frente ao restaurante animou nossa conversa e nos fez gritar um pouco mais. Seu Cuca é Eu!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Adega Portugália

Mais um na série dos clássicos. A Adega Portugália fica na parte escondida do Largo do Machado, na calçada que não é a da igreja, não é a das Sendas e não é da rua do Catete. Nem referência a rua tem, pra chegar lá só sabendo exatamente o que se quer.

E se o que ser quer é um belo bolinho de bacalhau, um dos útlimos do Rio onde se encontra bacalhau dentro, chegamos ao lugar certo. O lugar serve como bar, do lado de fora, para se tomar chopp com bolinho de bacalhau, ou como restaurante, para se pedir um prato e um bolinho de bacalhau de entrada.

Depois da entrada óbvia, o prato escolhido foi o Filé de 'Meca' com molhos (camarão/alcaparra) e arroz com brócolis , purê e batatas coradas. Confesso que fiquei desconfiado com o 'Meca', estava escrito entre aspas no cardápio. Quando o filé chegou à mesa, pensei que pudesse ser uma coisa do tipo 'compensado de peixe', dados os 2 dedos (gordos) de altura do bicho. Nunca tinha visto um medalhão de peixe assim. Mas assim que passei a faca, ví que era peixe mesmo. E tradicional de Santos, quem diria.

O prato estava bem servido e gostoso, 5 pessoas comeram fartamente dois pratos supostamente para 2. E no final vieram o 'doces prtgueses', com bastante gema e açúcar. Bons, mas caros: R$10 cada.

O último detalhe é da série "como identificar um restaurante tradicional". Já citei os artigos de revista antigos na parede e os garçons excessivamente idosos e mal-humorados . Agora reparem bem na toalha da mesa: se tiver o logo da casa, com telefone e endereço, é clássico na certa.





Serviço

Adega Portugália
Largo do Machado, 30-A, Catete, Rio de Janeiro
O que comi: Bolinho de Bacalhau (R$1,50 cada), Filé de Peixe 'Meca' ao molho de camarão/alcaparras, com purê, batata corada e arroz de brócolis (R$49,50, p/2 ou 3)
Benefício/Custo: justo

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Restaurante Escondidinho

Aposto que você salivou olhando a primeira foto. E aposto também que, se você não conhece o Restaurante Escondidinho, não vai acreditar que esta delícia saiu da porta feiosa da foto abaixo.

O restaurante é um clássico do Centro. Está lá desde 1947, assim como os garçons. (É sério: o mais "novo" tem 20 anos de casa). Como todo restaurante clássico, os garçons são mau-humorados, bem idosos, e servem o couvert rapidamente, assim que você senta, a R$4,50 cada. O couvert é até gostoso, com destaque para o pickles de couve-flor. Mas se você quer mesmo cair dentro da costela no rápido horário de almoço do trabalho, seja mais rápido do que os garçons e recuse o couvert.

Confesso que antes de chegar lá eu tinha um preconceito contra costela de boi. Muito gordurenta, eu achava. Pois é: agora eu entedi: depende de como é feito. No caso do Escondidinho, a costela vem em grandes pedaços, de modo que é muito fácil separar a gordura e ficar só com deliciosos nacos de carne que quase desmancham na boca.

O Beco dos Barbeiros, onde fica o restaurante, é uma história a parte. Uma ótima descrição da origem do nome pode ser lida aqui. Andando pelo beco, tem-se a impressão de que Machado de Assis vai cruzar o caminho a qualquer momento.

Pois é, Machado em si não apareceu. Mas quem quiser mandar um recado, peça aos garçons do Econdidinho, contemporâneos do Bruxo.


Serviço
Restaurante Escondidinho
Beco dos Barbeiros, 12A, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Costela de boi com farofa de ovo (R$55,00, dá pra 3 ou 4)
Benefício/Custo: justo

domingo, 18 de janeiro de 2009

Boteco do Manolo

Esse é da série 'shopping+franquia', ou seja, tudo pra dar errado. Mas o que se pode fazer? Quem estuda no fundão não tem muita opção na hora de dar uma saidinha pro almoço. Ou vai-se à ilha (Siri, Chuá), ou vai-se ao Nova América. E lá, meu amigo, não tem jeito.

A Rua do Rio até que tenta dar uma enganada. É uma praça de alimentação do shopping que simula uma rua do centro da cidade, com mesas na 'calçada', e céu 'aberto'. Mas não tem jeito: é shopping, tem ar de shopping e sabor de shopping.

Feitas as devidas considerações iniciais, até que o Boteco do Manolo não vai tão mal. Aliás, o nome já começa mal, pois lembra o clássico Manolo de Botafogo, na Bambina. Mas é claro que não tem nada a ver, Manolo só tem um.

Sempre que vamos lá, vamos em hordas. As opções para grupos são variadas, mas as duas vezes que fomos pedimos a picanha. Vem em filés, como na foto. Os acompanhamentos incluem batata frita, farofa, arroz e molho a campanha. E se você pedir, eles botam um feijãozinho. Mas tem que pedir.

A comida é boa, bem servida, se escolher o ponto da carne eles fazem direitinho. Doze pessoas comeram 3 picanhas. Claro que não saímos empanturrados, mas dado que temos que voltar ao trabalho depois do almoço, isso não chega a ser um problema.

A única decepção foi o chopp zero grau: a caneca até que veio congelada, mas o chopp mesmo estava quente. Tudo bem, não devia estar bebendo mesmo.

Dos males o menor: se você já está no Nova América, que seja na Rua do Rio, e no Boteco do Manolo.



Serviço

Boteco do Manolo
Shopping Nova América, Rio de Janeiro
O que comi: Picanha à campanha, com farofa, molha à campanha, arroz e batata frita, (R$54,00, serve 3/4 pessoas)
Benefício/Custo: justo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Chuá da Ilha

A aparência é de restaurante sem frescuras, daqueles que servem porções de comida, e não pratos montados, onde o prato que dizem servir 2 serve 20.

No caso do Chuá da Ilha, as aparências não enganam. A especialidade da casa são os galetos, que vêm muito bem acompanhados pelo arroz, molho a campanha, salada de batatas, farofa de ovo ou batatas portguesas. A dica é pedir o galeto simples e soltar a imaginação nos acompanhamentos.

Apesar da especialidade nos galetos, o grande diferencial da casa são as entradinhas da foto. Chama-se Tubaréu: camarões empanados com queijo, dobrados em forma de ... tubarão! Genial... Acho que o problema é que Tubarão + Camarão = Tubarão mesmo, aí teve que ficar Tubaréu mesmo. Já fui diversas vezes a este restaurante e os Tubaréis (ou Tubaréus) sempre foram muito bem servidos. Mas especificamente estes da foto vieram meio geladinhos por dentro, mas foram gentilmente trocados por outros melhores.

Serviço
Chuá da Ilha
Rua Cambaúba,1357, Jardim Guanabara, Ilha do Governador-RJ
O que comi: Tubaréu (R$2,40 a unidade), Galeto Simples (R$10,00), Salada de Batata, Arroz, Batatas Portuguesas, Farofa de Ovo
Benefício/Custo: justo

ps: Esqueci de anotar o preço de tudo. Da próxima vez que for, eu atualizo.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sobrenatutral

Localizado no Largos dos Guimarães, centro gastronômico de Santa Teresa, o Sobrenatural é a referência carioca quando o assunto é moqueca.

De entrada, pastéizinhos de camarão, porção com 10, bem rechonchudos e recheados. Como prato principal, moqueca, claro. Pedimos uma de cherne e uma de camarão, cada uma sugerida para 2 pessoas, mas 6 comeram fartamente.

A de cherne vem com duas postas bem grossas do peixe, mergulhadas no molho da moqueca e pirão. O peixe derrete na boca, realmente eles sabem o ponto certo de cozimento do peixe. Raridade nos restaurantes, aliás. Acompanha arroz branco.

A moqueca de camarão também é deliciosa, os cerca de 15 crustáceos bem gordinhos chegam crocantes à mesa, e o molho vem caprichado no leite de coco. Acompanha arroz branco e uma farofinha amarela muito boa.

No sobrenatural ainda é possível beber boas cervejas, como a Bohemia Weiss, que caiu muito com as moquecas. A pimenta servida nas mesas não é muito forte, mas é bem cheirosa. Prefiro assim.

O restaurante não é barato, mas vale a pena. Nos fins de semana, fica bem cheio na hora do almoço. E na sexta à noite, tem chorinho. Mas cá pra nós, o silêncio cai muito bem com as moquecas.


Serviço
Sobrenatural
Rua Almirante Alexandrino 432 (Lgo dos Guimarães), Santa Teresa, Rio de Janeiro
O que comi: Pastéis de camarão (porção com 10), moqueca de cherne (R$77), moqueca de camarão (R$75)
Benefício/Custo: justo

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bibi Sucos - Copacabana

Adoro Pitanga, mas não existe pra vender. Só como as da árvore do meu vizinho, quando dá. Por isso quis provar a Pitanga do Bibi.

Deu pra descobrir que era congelada: os icebergs da polpa boiavam pelo suco. Ponto negativo. Mas o gosto estava ótimo, o azedinho sobretudo. Ponto pra eles, que não põem açúcar por padrão. Sou a favor de sucos sem açúcar, para sentir o gosto da fruta de verdade. Até limonada suíça. Mas a maioria das casas de sucos coloca açúcar a menos que se peça o contrário. Viva o suco sem açúcar! (dá até pra fazer música)

Tudo ia muito bem até que tive a fatídica idéia de pedir um hamburguer de salmão. O Bibi, famoso por seus crepes, não serve um bom hamburguer de salmão. Fui pego pela nostalgia do Balada Sumos, onde eu comia este lanche quase diariamente na minha adolescência. O simples é simples mesmo: pão, hamburger, pão. Hamburger levemente queimado, diga-se de passagem. Nem um molhinho, seco que só.

Mas tudo bem, valeu pela lição: nunca peça coisas exóticas onde a especialidade é claramente indicada.

Serviço

Bibi Sucos - Copacabana
Rua Miguel Lemos, 31, Copacabana, Rio de Janeiro
O que comi: Suco de Pitanga (R$4,50), Hamburger de Salmon ($5,00)
Benefício/Custo: justo

Pizzaria do Zona Sul

Tinha tudo pra dar errado. Pizzaria dentro do supermercado? Barulho, sujeira, carrinho de compras esbarrando na mesa...

Não. A pizzaria do Zona Sul não é assim. Na verdade, próprio supermercado foge um pouco ao estereótipo. Há produtos de ótima qualidade, o local é limpo. Paga-se o preço, mas a tarefa de fazer as compras domésticas torna-se mais agradável.

O forno a lenha realmente não combina muito com um supermercado, mas ele está lá e não há o que fazer. A pizza é toda feita num balcão aberto, recém-reformado (na Bambina), de modo que podemos acompanhar os pizzaiolos abrindo a massa, passando o molho de tomate, colocando os ingredientes fresquinhos diretamente das prateleiras e finalmente botando a pizza dentro do forno.

O tamanho das redondas é um só: 30cm, um prato um pouco maior do que o normal. Como a massa é beeeem fina, uma pessoa come traquilamente. O sabor que mais gosto (é também o mais caro) é o de cogumelos, feito com shitake e shimeji frescos e bastante alho. Comemos também a de margherita e a mediterânea, da foto. Esta última feita abobrinha, berinjela e pimentão vermelho. Tinha tudo pra dar certo, mas ainda fico com a de cogumelos. De sobremesa, um maravilhoso brownie quentinho com sorvete de creme e calda chocolate, uma delícia.

Para beber... bom, para acompanhar uma pizza nada melhor do que um vinho tinto. O Zona Sul tem ótimos vinhos para todos os bolsos. Me senti um pouco prejudicado, pois pedimos 4 taças do Tarapacá, chileno (foto), o que deu exatamente uma garrafa. Algo me diz que a garrafa sairia mais barata, mas não sei se é permitido pegar uma garrafa da prateleira e consumir na mesa.

Enfim, recomendo fortemente esta pizzaria, uma opção rápida, sem frescuras e com preço razoável. Para saber as lojas que possuem pizzaria, acesse o site do Zona Sul e clique em Lojas. Ao lado de cada loja, há um ícone dizendo se tem pizzaria.


Serviço
Pizzaria do Zona Sul
Rua Bambina, 36 Botafogo, Rio de Janeiro (e outras)
O que comi: Pizza de Cogumelos (R$21), Pizza de Margherita (R$13), Pizza Mediterrânea (R$16), Brownie com sorvete (R$6), Taça de Vinho Tarapacá, Chile, ($6)
Benefício/Custo: justo

ps: os preços são aproximados (desculpem, não anotei) e para portadores do Cartão Zona Sul. No caso da pizzaria, vale a pena fazer o cartão antes de comer, se você não tiver. O desconto é muito bom.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Mate da Praia

Eis o milagre da Natureza, inexplicável: todo mundo sabe que é feito com água suja, é doce pra chuchu, a erva mate tem procedência duvidosa, o limão também. Mas mesmo assim é a estrela do verão.

Talvez o motivo de tanta idolatria seja outro mistério igualmente inexplicável: como pode ser tão gelado, mesmo depois de andar por horas debaixo do sol? Nunca tomei um mate na praia que não estivesse estupidamente gelado. Vende mais por que é geladinho ou é geladinho porque vende mais? Boa pergunta...

Enquanto você pensa na resposta, eu vou me deliciar com um matelimão, bem gelado, meio a meio, por favor.


Serviço
Mate da Praia
Praias do Rio de Janeiro
O que bebi: Mate com Limão, meio a meio (R$2,00)
Benefício/Custo: justo