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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Angu do Gomes

Antes restrito a simpaticas barraquinhas pela cidade, o Angu do Gomes agora funciona num restaurante convencional.

Comandado pelo neto do sócio do Gomes original, a casa oferece o angu clássico, com miúdos e rabada, e opções mais moderadas, como carne moída. Ainda há também uma chance para os verdes, com o angu vegetariano, que leva abobrinha, berinjela e outros legumes.

Confesso que tive que lembrar da frase que postei outro dia aqui ("Com um garfo e uma faca na mão, eu costumo ser corajoso") para pedir o tradicional. Não sou muito chegado aos miúdos, mas a primeira vez no clássico Angu do Gomes não poderia ser diferente.

Não me arrependi. Estava simplesmente maravilhoso, muitíssimo bem temperado, uma delícia. Acompanhado por uma cerveja ou uma cachacinha, o Angu do Gomes é uma delícia, e merece o título de patrimônio do Rio.

Melhor do que isso... bom, melhor do que isso, só mesmo o Angu do Gomes depois do sambinha da Pedra do Sal. Isso porque o restaurante fica no Largo da Prainha, aonde acontece o Escravos da Mauá, e a 100m da Pedra do Sal, onde toda segunda e quarta o samba de raiz come solto.



Serviço
Angu do Gomes
Largo do São Francisco da Prainha, Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Angu Tradicional (com miúdos e rabada) (R$9,90)
Benefício/Custo: justo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Café do bom cachaça da boa

Este simpático café foi alvo do primeiro post deste blog. Na ocasião, estava de dia, fazia um calor desgraçado e tomei um sorvete.

Desta vez foi diferente. Cheguei à noite, sem muita fome, pra papear com amigos. Aliás, disto ninguém pode reclamar: o lugar é muito agradável. Aconchegante, bonito, simpático... Ótimo pra papear com bons amigos, o que foi o caso.

Assim que chegamos, os bons amigos foram logo pedindo o tal do tareco. A ideia é interessante: pão de queijo velho fatiado, torrado, com queijo por cima. Veio esta beleza da foto ao lado.

Eu não sei se já rolou esse assunto aqui, mas eu acho que colocar queijo em cima das coisas é uma tremenda falta de imaginação. Na verdade, a pessoas acham que é uma ideia genial, e que fica uma delícia! Bife com queijo por cima, berinjela com queijo por cima, batata com queijo por cima. Oh pessoal, tem tanto tempero, molho, coisa boa por aí! Vira tudo um grande queijo derretido. Alguém comentou: "Hoje você inventa um prato, amanhã alguém já ta colocando queijo em cima".

Bom, depois manifesto contra o queijo por cima, não preciso dizer muito sobre o que achei do tal do tareco. No começo até me animei, eu sou louco por pão de queijo, e a ideia de reciclar os velhos é ótima. Mas o negócio é sem graça pra caramba, ainda por cima difícil de comer, por que fica um grande emaranhado de queijo.

Mas tudo bem. A companhia salva qualquer coisa.

Em seguida, eu assumi o comando do cardápio, e pedi as duas belezinhas das fotos. Quiches muito gostosas, quentinhas, a primeira de tomate com manjericão, a segunda de shitake com legumes. Gostei mais da primeira.

A cerveja gelada e as cachaças complementaram a noite agradável. O lugar é muito bacana, mas, por favor, sem queijo por cima.



Serviço
Café do bom cachaça da boa
Rua da Carioca, 10, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Tareco (R$7,50) , Quiche de Tomate com Manjericão (R$5,40), Quiche de Shitake com legumes (R$6,70),
Benefício/Custo: justo

sábado, 20 de junho de 2009

Sabor Quilombola

Os ensaios do bloco Escravos da Mauá, que acontecem em sextas-feiras aleatórias no Centro, podem ser considerados um programa completo. Bom ambiente, boa música, cerveja gelada, cachaça, e.... ótima comida.

O evento acontece no Largo da Prainha, que fica na Sacadura Cabral, perto da praça Mauá. O palco é montado num dos cantos da praça. Ao redor, dezenas de barraquinhas oferecem cerveja, churrasquinho, salsichão, CDs, caipirinha, cachaça e tudo mais.

Uma das barracas chama a atenção. É o Sabor Quilombola. Oferecem pratinhos de R$5, incluindo frango com quiabo, sopa de ervilha, feijão amigo e o zungu. Obviamente fui no zungu, pois não fazia ideia do que fosse. Quem quiser saber o que significa Zungu, dê uma olhada aqui.

O zungu a baiana é uma mistura de angu com uma espécie de carne que não consegui identificar (!). Estava delicioso! Bem apimentado (talvez a baiana venha daí) e bem temperado, a carne era macia, e apesar de bem gordurosa, comi tudo, inclusive a gordura. Não costumo fazer isso, mas deixar comida no prato seria uma heresia, tamanha a gostosura do quitute.

A cozinha improvisada dá um charme a mais para a barraca. A simpática atendente me disse que abrirão em breve um restaurante. Sou o primeiro cliente!

Serviço
Sabor Quilombola
Arredores da Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Zungu à Baiana (R$5,00)
Benefício/Custo: bom

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Albamar

É caro, mas vale cada centavo. Ao entrar no Albamar pela primeira vez me senti no auge dos anos 60, bailes no Copacabana Palace, glamour, bossa nova... A entrada já chama a atenção pelo imenso segurança. Em seguida, entra-se num elevador com capacidade para 3 pessoas: o ascensorista e mais dois. Tudo com cara de que era a coisa mais chique do mundo há algumas décadas atrás.

Ao chegar no restaurante, mesas de madeira maciça, belas taças, decoração sóbria e elegante. A vista para a baia de guanabara torna o lugar especial. Especial também o susto ao se abrir o cardápio: nenhuma sopinha por menos de R$40. Os pratos, aliás, muito bem escolhidos: tive vontade de comer cada um.

Minhas origens não me deixaram só neste momento: achei um prato que servia duas pessoas, muito apetitoso (como todos os outros) por R$72,50, o que na média dava a pedida mais barata do cardápio. Pedi achando que era uma coisa, acabou vindo outra melhor ainda. Mariscada, pela minha experiência, era moqueca com vários frutos do mar. Pelo menos foi isso que eu comi em Salvador, por duas vezes, no ano passado.

Como podem ver pela foto, nos trouxeram um lindo prato com um par de vários seres marinhos. Lagostins, camarões VG, filés de salmão, algumas lulas, polvos (pólvos?), mexilhões, enfim, uma farra. Um arroz de brócolis certeiro acompanhava o prato. Confesso que o molho pesto, esse aí do meio, ficou meio deslocado. Um limãozinho bastava. Mas como adoro manjericão, isso não chegou a ser um problema.

Ah, de entrada pedimos bolinhos de bacalhau e uma casquinha de siri, espetaculares. O restaurante é perfeito para uma comemoração especial. Fiquei com vontade de voltar só pra comer ostras e tomar uma cervejinha na mesa da janela, como ví um casal fazendo. Mas antes ainda tenho que trabalhar mais um pouquinho...


Serviço
Albamar
Praça Marechal Âncora, 186 - Centro - Rio de Janeiro
O que comi: Mariscada com arroz de brócolis e pesto (R$72,50 , para 2 pessoas)
Benefício/Custo: justo

ps: Há bastante coisa sobre a história do Albamar, que é o último prédio remanescente do mercado municipal que ali funcionava, já esteve a beira da falência, foi controlado pelos empregados e hoje está nas mãos do chef do Copacabana Palace, Luiz Incao. Vale a pena pesquisar.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Restaurante Escondidinho

Aposto que você salivou olhando a primeira foto. E aposto também que, se você não conhece o Restaurante Escondidinho, não vai acreditar que esta delícia saiu da porta feiosa da foto abaixo.

O restaurante é um clássico do Centro. Está lá desde 1947, assim como os garçons. (É sério: o mais "novo" tem 20 anos de casa). Como todo restaurante clássico, os garçons são mau-humorados, bem idosos, e servem o couvert rapidamente, assim que você senta, a R$4,50 cada. O couvert é até gostoso, com destaque para o pickles de couve-flor. Mas se você quer mesmo cair dentro da costela no rápido horário de almoço do trabalho, seja mais rápido do que os garçons e recuse o couvert.

Confesso que antes de chegar lá eu tinha um preconceito contra costela de boi. Muito gordurenta, eu achava. Pois é: agora eu entedi: depende de como é feito. No caso do Escondidinho, a costela vem em grandes pedaços, de modo que é muito fácil separar a gordura e ficar só com deliciosos nacos de carne que quase desmancham na boca.

O Beco dos Barbeiros, onde fica o restaurante, é uma história a parte. Uma ótima descrição da origem do nome pode ser lida aqui. Andando pelo beco, tem-se a impressão de que Machado de Assis vai cruzar o caminho a qualquer momento.

Pois é, Machado em si não apareceu. Mas quem quiser mandar um recado, peça aos garçons do Econdidinho, contemporâneos do Bruxo.


Serviço
Restaurante Escondidinho
Beco dos Barbeiros, 12A, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Costela de boi com farofa de ovo (R$55,00, dá pra 3 ou 4)
Benefício/Custo: justo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Café do bom cachaça da boa

Depois de um dia chato reservado a assuntos burocráticos, um sol escaldante no centro da cidade, resolvi que merecia uma recompensa. Caminhando pela rua da Carioca, me deparei com um bar onde se lia: "Sorvete Brasil" na porta. Ótimo! Nada melhor de que um sorvete, ainda mais desta grife, que já havia provado na filial aos pés do pão de açúcar.

O lugar é mais uma daquelas surpresas que só o centro da cidade tem. Lá funciona uma bela cafeteria, com vários tipos de café, uma cachaçaria que eu adoraria se gostasse de cachaça, uma loja de produtos exotéricos e um sebo. Bom, o sebo só tem o estoque lá, as vendas são feitas exclusivamente pela estante virtual. É coisa pra chuchu.

Mas vamos ao que interessa, que foi o que eu de fato provei. Tomei uma bela taça de sorvete de manga com gengibre. O gengibre é bem discreto, mas dá seu toque. Achei um pouco mais doce do que o necessário, mas com a manga deve ser difícil controlar isso. O sorvete é muito bem feito, pode-se ver até alguns fiapos de manga. A taça vem muito bem servida e custa R$6,50. Pode ser dividido tranqüilamente. A vitrine expunha ainda doces com uma cara ótima e queijos enormes. Vou voltar!

Serviço
Café do bom cachaça da boa
Rua da Carioca, 10, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Taça de sorvete de manga com gengibre (R$6,50)
Benefício/Custo: justo