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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Angu do Gomes

Antes restrito a simpaticas barraquinhas pela cidade, o Angu do Gomes agora funciona num restaurante convencional.

Comandado pelo neto do sócio do Gomes original, a casa oferece o angu clássico, com miúdos e rabada, e opções mais moderadas, como carne moída. Ainda há também uma chance para os verdes, com o angu vegetariano, que leva abobrinha, berinjela e outros legumes.

Confesso que tive que lembrar da frase que postei outro dia aqui ("Com um garfo e uma faca na mão, eu costumo ser corajoso") para pedir o tradicional. Não sou muito chegado aos miúdos, mas a primeira vez no clássico Angu do Gomes não poderia ser diferente.

Não me arrependi. Estava simplesmente maravilhoso, muitíssimo bem temperado, uma delícia. Acompanhado por uma cerveja ou uma cachacinha, o Angu do Gomes é uma delícia, e merece o título de patrimônio do Rio.

Melhor do que isso... bom, melhor do que isso, só mesmo o Angu do Gomes depois do sambinha da Pedra do Sal. Isso porque o restaurante fica no Largo da Prainha, aonde acontece o Escravos da Mauá, e a 100m da Pedra do Sal, onde toda segunda e quarta o samba de raiz come solto.



Serviço
Angu do Gomes
Largo do São Francisco da Prainha, Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Angu Tradicional (com miúdos e rabada) (R$9,90)
Benefício/Custo: justo

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Café do bom cachaça da boa

Este simpático café foi alvo do primeiro post deste blog. Na ocasião, estava de dia, fazia um calor desgraçado e tomei um sorvete.

Desta vez foi diferente. Cheguei à noite, sem muita fome, pra papear com amigos. Aliás, disto ninguém pode reclamar: o lugar é muito agradável. Aconchegante, bonito, simpático... Ótimo pra papear com bons amigos, o que foi o caso.

Assim que chegamos, os bons amigos foram logo pedindo o tal do tareco. A ideia é interessante: pão de queijo velho fatiado, torrado, com queijo por cima. Veio esta beleza da foto ao lado.

Eu não sei se já rolou esse assunto aqui, mas eu acho que colocar queijo em cima das coisas é uma tremenda falta de imaginação. Na verdade, a pessoas acham que é uma ideia genial, e que fica uma delícia! Bife com queijo por cima, berinjela com queijo por cima, batata com queijo por cima. Oh pessoal, tem tanto tempero, molho, coisa boa por aí! Vira tudo um grande queijo derretido. Alguém comentou: "Hoje você inventa um prato, amanhã alguém já ta colocando queijo em cima".

Bom, depois manifesto contra o queijo por cima, não preciso dizer muito sobre o que achei do tal do tareco. No começo até me animei, eu sou louco por pão de queijo, e a ideia de reciclar os velhos é ótima. Mas o negócio é sem graça pra caramba, ainda por cima difícil de comer, por que fica um grande emaranhado de queijo.

Mas tudo bem. A companhia salva qualquer coisa.

Em seguida, eu assumi o comando do cardápio, e pedi as duas belezinhas das fotos. Quiches muito gostosas, quentinhas, a primeira de tomate com manjericão, a segunda de shitake com legumes. Gostei mais da primeira.

A cerveja gelada e as cachaças complementaram a noite agradável. O lugar é muito bacana, mas, por favor, sem queijo por cima.



Serviço
Café do bom cachaça da boa
Rua da Carioca, 10, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Tareco (R$7,50) , Quiche de Tomate com Manjericão (R$5,40), Quiche de Shitake com legumes (R$6,70),
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cia Oriental

Sempre que vou a São Paulo, seja a trabalho ou lazer, minha primeira preocupação é: onde comer?

Há algum tempo a primeira opção já é certa: o Restaurante Cia Oriental, na Liberdade. A vontade de experimentar coisas novas é grande, mas esse lugar tem algo que me atrai e sempre acabo fazendo pelo menos uma refeição por lá.

Os restaurantes japoneses da Liberdade são bem diferentes dos do Rio. Lá parece um pouco mais autêntico, com cardápios escritos em ideogramas, e alguns lugares os garçons mal falam português. Por sorte, costumam botar fotos para ajudar. O resultado prático disto é uma variedade maior de práticos típicos, fugindo dos sushis e sashimis que sempre vemos por aqui.

O Cia Oriental oferece pratos Chineses, Japoneses e Coreanos, além de Brasileiros. Não é tão tradicional quanto outros por lá, mas come-se ótimos pratos típicos por um preço muito justo.

O meu favorito é um coreano, que aparece na primeira foto (que esqueci de anotar o nome). É composto por uma bacia com diversos legumes picados, cobertos com sashimis e pedaços de algas. Acompanha um missoshiro, uma tijela de arroz e um pedaço de acelga apimentada. (Você sabia que se come acelga na Coréia do Sul? Nem eu...)

Meus companheiros de mesa pediram os indefectíveis combinados e yakissobas. Protestei, disse que era falta de imaginação, que isso podem comer qualquer hora aqui no Rio, que havia outros pratos esquisitíssimos, etc...

Pois bem, tive que dar o braço a torcer. Até nisso eles dão um banho nos nossos japas: olhem bem a cara deste yakissoba! Delícia. E, no meio do combinado, eis que surge um enrolado de salmão com gema de ovo. Nossa, inacreditável. Bela pedida.

Para finalizar, o restaurante com uma sorveteria que oferece um sorvete de gengibre sensacional.
O restaurante fica no quarto andar de uma galeria, não é o lugar mais agradável do mundo. Mas confesso que é difícil não passar lá nas minhas visitias à paulicéia.


Serviço
Cia Oriental
Rua Galvão Bueno, n. 40/44, 4 andar, Liberdade, São Paulo
O que comi: (Desculpem, não anotei nada. Só me lembro que o prato coreano lá de cima custa R$17,50)
Benefício/Custo: justo

domingo, 28 de junho de 2009

Bar Adonis



Sexta foi dia de festa no Fundão. E, como sempre, fomos almoçar fora. Mas por sorte minha, resolvemos não ir até o Nova América, e arriscamos ir um pouco mais longe: o Adonis. Apesar de bem famoso, foi a minha primeira vez, e eu estava com boas expectativas, já que só ouvira falar bem de lá.

O começo não podia ser diferente: bolinhos de bacalhau e chopp. O bolinhos estavam muito bons, no nível do Portugália; a pimenta decepcionou um pouco: parecia "daquelas", mas era bem fraquinha. Engraçado é que ela vem num pote, com a tampa furada e um canudo no furo. Para servir, tampa-se a parte superior e depois solta-se em cima do prato. Bem engenhoso...

O primeiro chopp, supostamente um dos melhores do Rio, não veio bom. Talvez porque tenhamos pedido 10 de uma vez só, e o garçon tirou sem o menor cuidado. Os chopps seguintes justificaram o título de melhor do Rio.

Era chegada a hora de pedir o prato principal. A mesa, composta por umas 15 pessoas, já veio com o intuito de pedir a feijoada; portanto, o famoso bacahau de lá fica pra próxima.

Eu me considero um cara corajoso com um garfo e uma faca na mão; entretanto, orelha e pé, NÃO! Expliquei isso pro garçon, e ele gritou pra cozinha: "São três feijoada surda e manca!". Ok. "Sem olfato, também, moço.", acrescentei.

A feijoada é bem servida, como pode ser vista nas fotos, de qualidade razoável graças ao nosso amigo gaúcho. No total, foram 3 feijoadas para 12 pessoas. Sobrou bastante carne, apesar de que desta eu senti que minha barriga se dilatou alguns centímetros. Da próxima vez, eu pediria apenas duas, com um aditivo nos acompanhamentos, que vêm em quantidade desproporcional à da feijoada.

Aliás, os acompanhamentos merecem os parabéns de pé. Não só de feijão e carnes se faz uma feijoada. A couve mineira, a farofa e o torresmo, estavam deliciosos e completaram com maestria a saborosa feijoada.

Ah, a feijoada. Que delícia! Paio, carne seca, costela... A feijoada soava com se estivesse sendo preparada há dias. O feijão e seu caldo tinham um sabor inigualável. As carnes se desmanchavam, mostrando que de fato foram cozidas por bastante tempo no caldo. Ouvi reclamações de que a costela estava seca; ora bolas, as carnes da feijoada ficam secas porque são cozidas por muitas horas; o sabor vai todo para o feijão, na minha humilde opinião, assim é que deve ser feito.

Nem preciso dizer como foi o expediente de trabalho depos desta orgia. Na verdade, a minha primeira refeição de fato foi cerca de 28 horas depois do Adonis...

Update: Destaque especialíssimo aqui para a quantidade de sal! Tinha tudo pra dar errado, mas surpreendentemente o sal estava na medida certa (pra mim). Parabéns ao Adonis; coisa rara no Rio, comer com pouco sal.



Serviço
Bar Adonis
Rua São Luiz Gonzaga, 2156, loja A, Benfica, Rio de Janeiro
O que comi: Bolinhos de Bacalhau (R$2,50), Feijoada (R$55,00, para 4 ou 5)
Benefício/Custo: bom

domingo, 21 de junho de 2009

Bar do Mineiro

O caldinho de feijão do Bar do Mineiro é um patrimônio do Rio. Acho que demorei tanto para colocá-lo aqui no blog por respeito. Mas chegou a hora, ei-lo aqui.

Mais simples impossível. Tenho visto por aí uma moda de enfeitar os caldinhos de feijão com modernidades, mas o Mineiro respeita o que esta delícia deve ser: caldo de feijoada, salsinnha por cima, e com sorte algum pedaço de paio ou carne seca. Com sorte.

A pimentinha no ponto certo dá o toque final, e o pão (velho) ajuda a acalmar a situação quando a pimenta passa do ponto do certo.

Está acontecendo o Festival de Comida de Boteco, com petiscos especiais, mas no Mineiro não tem outra opção: é o caldinho e ponto.

Além de tudo de bom que o Mineiro já tem, o bar fica em Santa Teresa, bairro mais agradável do Rio, na humilde opinião deste blogueiro gastronômico. Vale a visita, e quando forem, me chamem.

Serviço
Bar do Mineiro
R. Paschoal Carlos Magno, 99 - Santa Teresa - Rio de Janeiro
O que comi: Caldinho de Feijão (R$10 na tijela, R$5 no copo)
Benefício/Custo: bom

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Big-Bi

O Big-Bi é um amigão de todas as horas. Todas mesmo, suas filiais funcionam 24h, pelo menos nos fins de semana. Útil para os estômagos mais fracos que querem evitar os podrões da madrugada, mas não têm nada na geladeira em casa.

Sempre que recebo um visitante estrangeiro, uma das primeiras recomendações que faço é que parem pelo menos três vezes por dia em alguma loja de sucos do Rio e peçam sempre um suco diferente. Não existem muitos lugares no mundo onde se possa fazer isso como aqui.

E é por isso que eu adoro o Big-Bi. Posso tomar sucos maravilhoso e saciar minha fome de maneira honesta a qualquer hora do dia e da noite. Desta vez fui de sanduíche de filé mignon com queijo e laranja com acerola. Nunca havia pedido esse suco, e resolvi imitar o camarada que pediu na minha frente. Tudo ótimo, no bom padrão de sempre.

O último parágrafo, como de praxe vai para a reclamação. Se eu fosse diabético, já tinha caído duro. Pedi meu suco sem açúcar, e veio com. Tudo bem, acontece, mas se eu fosse eles não botava açúcar nunca e deixava isso a gosto do cliente. Enfim, como sempre, nada é perfeito, mas as vezes chega perto.

Ah, não podia de esquecer do último elogio: eis aqui uma exceção à regra das franquias. Finalmente achei uma que gosto. As filiais incluem Lapa, Jardim Botânico, Catete e outros...


Serviço
Big-Bi
Praia de Botafogo, Rio de Janeiro
O que comi: Filé mignon com queijo no pão francês (R$7,50), laranja com acerola (R$3,00)
Benefício/Custo: justo

domingo, 7 de junho de 2009

Bagdad Café

A rua Gustavo Sampaio esconde algumas pérolas, que merecem a devida atenção deste blog. Vamos revelar uma delas hoje.

O Bagad Café é daqueles lugares que podem ser chamados de extensão de casa. Ouvi isso outro dia de uma moradora da vizinhança, e achei bem apropriado. Bem aconchegante para sentar, e tomar uma sopinha de lentilhas, um pouco mais salgada do que deveria, mas que cai muito bem neste friorento Rio de Junho.

Para acompanhar a sopa, pedimos um pão árabe da casa. Bem fininho e fresco, estava uma delícia. Como estávamos num lugar árabe, a mesa quis pedir uma pasta de grão de bico, mas a camponata que aparecia na vitrine estava tão irresistível que eu consegui convencê-los a mudar de ideia. Mais pra italiano do que outra coisa, a mistura de berinjela, pimentões vermelho e amarelo, alho e muito azeite estava deliciosa.

Apesar do clima ótimo, teve uma coisa que me chateou bastante. A sopa de lentilha foi aquecida num tremendo microondas no balcão. Tive que engulir essa. Poxa vida, podiam pelo menos fazer isso na cozinha. Enfim, nada pode ser tão perfeito.

No final, um docinho de gergelim incrível, na verdade opostamente incrível a isso que aparece na foto de baixo.



Serviço
Bagdad Café
Gustavo Sampaio 560, Leme, Rio de Janeiro
O que comi: Sopa de Lentilhas com pão árabe (R$6,00), anti-pasto de berinjela com pimentões (R$3,2/100g) , doce de gergelim (R$3,00)
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Padaria Vilamore

O site oficial diz que fica em Vila Isabel, mas pra mim é no Grajaú, o Graja, para os íntimos. Aliás, para os íntimos, a Vilamore é um verdadeiro clássico. Seja para almoçar, fazer um lanchinho ou só tomar um mate, esta confeitaria é sempre uma ótima opção pelas bandas de lá.

No cardápio, as estrelas são os salgados, que podem ser vistos na foto da vitrine. Salgados, tipo "Salgado + refresco = R$1,00?", perguntaria o leitor acostumado às iguarias do DM. Mais ou menos, responderia eu.

Podem até parecer salgados ordinários, mas os da Vilamore são classudos. Veja a "coxinha" de galinha, no melhor estilo viking. O camarão com catupiry é um espetáculo, mas o sucesso da casa são os dadinhos de frango, uma empanadinho de peito coberto com massa deliciosa. É claro que o excesso de fritura não me agrada, e a comida é bem pesada. Mas uma vez ou outra é uma delícia. Menção honrosa ao mate, caseiro, doce doce, mas que acompanha bem os quitutes.

É essencial destacar a simpatia do pessoal de lá. Tradicionalmente, sempre que alguma gostosura sai do forno, os atendentes oferecem uma provinha aos clientes. Muito gentil.

Um pouco menos gentil é esquema de atendimento que vigora nos dias de maior procura: ao entrar os clientes recebem uma senha, tipo de banco, e têm de esperar o número ser chamado. Convenhamos que para uma padaria isso soa meio pedante, quase arrogante. Talvez seja necessário por causa do grande movimento, talvez a Vilamore não seja uma padaria qualquer; mas que soa esquisito, isso sim.


Serviço
Padaria Vilamore
Rua Teodoro da Silva 972 - Vila Isabel/Grajaú - Rio de Janeiro
O que comi: Dadinho de Frango (R$33,00/kg), Camarão com catupiry médio (R$ 4.90), Mate (R$4 o litro)
Benefício/Custo: justo

sexta-feira, 1 de maio de 2009

La Latteria Bloise

Por diversas vezes passei na porta e fiquei curioso. Mas como nunca ando à pé naquele pedaço da São Clemente, ficava difícil parar para conferir... Até que veio a enchurrada de feriados no Rio, um ótimo pretexto para cafés da manhã incrementados até tarde. Dessa vez não podia passar. Acordei no domingo decidido a experimentar essa padaria/delicatessen de nome ítalo-francês.

O lugar é uma espécie de mercearia, com prateleiras abarrotadas e uma padaria ao fundo. Vinhos caros, cervejas boas e chocolates importados são alguns dos ítens oferecidos. No meio dessa confusão, há uma mesa dentro e mais duas fora. Fomos até o fundo ver o que se oferecia para o café.

A vitrine exibe uma série de pastinhas, de tudo quanto é tipo. Pedimos dois sanduíches de peito de perú, um com pasta de salmão, outro com pasta de brie com damasco. O primeiro no pão francês, menor, o segundo na baguete com provolone.

Achei a de salmão meio maionesada, não gostei muito. A de brie estava boa, dava pra sentir o gosto do queijo. E o pão estava bem gostoso, fresquinho. Entretanto... Tenho que confessar que no mesmo dia fui Talho Capixaba. Eu não gosto nem de falar esse nome, em breve tomo coragem e faço o post de lá. É uma maravilha, paga-se o preço, mas tudo é do bom e do maravilhoso.

Até!

Serviço
La Latteria Bloise
Rua São Clemente esq. com Guilhermina Guinle, Botafogo, Rio de Janeiro
O que comi: Café Espresso com Leite ($4,00), Sanduíche de pasta de salmão com peito de perú no pão francês (R$4,90), sanduíche de pasta de brie com damasco com peito de perú na baguete (R$7,60)
Benefício/Custo: justo

terça-feira, 21 de abril de 2009

Gohan

Fiquei até com vergonha por demorar tanto tempo pra ir ao Gohan. Meus amigos sempre me falavam pra ir, mas por algum motivo isso só aconteceu esses dias. E pude constatar o que eu estava perdendo...

O Gohan é simplesmente o maior benefício/custo que eu conheço hoje no Rio. Comida boa, preços ótimos, sem frescura, e cerveja gelada. O restaurante faz um estilo oriental, mas é muito mais do que isso. O balção do sushi na entrada pode levar o cliente a achar que se trata de mais um japa baratinnho por aí. Engano.


O cardápio passa obviamente pelos sushis e sashimis, mas exibe com orgulho grelhados e milanesas bem brasileiros. Além disso, oferece outros pratos da culinária japonesa que são ótimos mas ficaram esquecidos por conta do sucesso do peixe cru.

E foi aí que escolhemos nosso prato. Pedimos de entrada um tempura de legumes, e como prato principal, um bifum de lula. Bifum é um macarrão feito de arroz, muito gostoso e bem mais leve do que o yakissoba. O prato supostamente para duas pessoas custa R$29 e ainda vem com 2 missoshiros (sopa de pasta de soja com tofu) e duas sobremesas. Pois bem: dividimos por 3 pessoas, e saimos fartos de tanto comer.

A lula estava muito bem feita, nem muito mole, nem muito dura, e o macarrão muito saboroso. De sobremesa pedimos uma melancia e um doce de banana feito com açúcar mascavo, que também está ótimo. A cerveja que acompanhou a festa estava digna de nota: -10 graus na geladeira! Ta certo que a primeiro veio congelada, mas foi rapidamente trocada por uma na medida.

Enfim, palmas ao Gohan, pela excelente comida, ótimo preço cerveja gelada. E ainda fica no coração da Lapa, na rua Joaquim Silva, atrás dos arcos. Quer mais? Então vá conferir!

Serviço
Gohan
Rua Joaquim Silva 127 - Lapa - Rio de Janeiro
O que comi: Tempura de Legumes (R$8,00), Bifun de Lula (R$29, com duas sopas missoshiro e duas sobremesas)
Benefício/Custo: bom

Wielkopolska Zagroda Restaurecje

(Caros leitores, este post inaugura a seção de colaborações. Todos estão convidados a mandar as suas, no formato dos post encontrados aqui. DM agradece!)

Por: Tadeu N. Ferreira

A oeste do centro histórico da simpática Poznań encontra-se um restaurante de comidas típicas da Wielkopolska (estado ao qual Poznań pertence). Sua decoração é rústica, com temas campestres e católicos. Fui numa terça-feira à noite, e mesmo assim havia bastante gente no restaurante. A maioria casais jovens, mas também algumas famílias em grande mesas de madeira nobre. As garçonetes são muito simpáticas e atenciosas. Há cardápios em polonês e inglês, mas com uma certa deficiência na descrição em inglês para alguns pratos.

Pedi de entrada uma sopa de aspargos para quebrar a temperatura de 10 graus de uma noite de verão polonês. É bem saborosa e com uma consistência cremosa. A seguir, como prato principal, pedi uma porção de 200g de lombo de porco com molho típico da região (descrito em 4 linhas no cardápio polonês, mas em 5 palavras em inglês). A carne era macia e o molho parece madeira, porém um pouco mais ácido. Para acompanhar, pedi a cerveja Zywiec, uma red ale suave, bem melhor que a Lech, a mais popular da região.

Por fim, de sobremesa, um strudel polonês de maçã com sorvete, típico de uma região que já pertenceu aos impérios alemão e prussiano. Em comparação com o similar alemão, tive a impressão de o strudel ser um pouco menos doce e com massa mais fina. A conta veio em torno de 50 zloty, o que dá em torno de 35 reais, mais do que justo para um brasileiro, um pouco caro para os padrões de lá.

Serviço
Wielkopolska Zagroda Restaurecje
ul. Fredry 12, Poznań, Polônia
O que comi: sopa de aspargos, lombo de porco com molho típico da região, strudel polonês de maçã, cerveja Zywiec (Total: 50 zloty, cerca de R$35)
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Enchendo Linguiça

A primeira expedição oficial do dicasmastigadas foi ao restaurante Enchendo Linguiça, no simpático bairro do Grajaú. Há muito tempo estava curioso para conhecer este lugar, que ficou famoso pelo seu Schweinhaxe, o joelho de porco.

Antes de começar, uma pequena discussão sobre o nome. O nome mais comum para o joelho de porco é Eisbein. Na internet, achei poucas ocorrências para Schweinhaxe ou Schweinaxe. Faria sentido, pois em alemão Schwein é porco, e axe, ou haxe, deve ter vindo de achse, que quer dizer eixo, que por sua vez parece com joelho. Enfim, se alguém tiver alguma informação sobre isso, adoraria saber.

Na época de sua inauguração, falava-se que seria uma fábrica de linguiças. No entanto, disseram que apesar das máquinas já estarem instaladas, falta uma autorização de não-sei-quem para começar a produção. Fica a pergunta: se as máquinas foram compradas antes de reforma ortográfica, será que eles conseguirão fazer a linguiça? Deixa pra lá...

Vamos ao que interessa: como o intuito era conhecer o lugar, começamos pegando leve com uma porção de linguiça calabresa acebolada com pão de alho, a R$15,60. Estava bem legal, mas fico me perguntando pra que botar óleo pra fritar uma linguiça. É só jogar o bicho na frigideira e a gordura começa a sair, não precisa botar mais.

Em seguida, me interessei por uma surpresa no cardápio: o caldinho Enchendo Linguiça. Além do feijão, vem um purê de batata dentro, muito gostoso, com os torresmos e salsinhas por cima. Não vem muito misturado, achei ótima ideia.

Depois resolvemos que era chegada a hora de encarar o joelho. A piadinha no cardápio ajudou a abrir o apetite. Acompanhamos o garçom tirando o espeto de dentro da televisão de cachorro, sempre imaginando se seria o de baixo, com sua gordura e mais a de todo mundo, ou o de cima, mais sequinho. Não deu pra ver.

Alguns minutos depois, o animal chegou à mesa, sem os ossos principais, da piadinha, mas ainda inteiro. Ficamos contemplando um tempo, até pedirmos para o garçom cortar mais um pouquinho. A forma de comer, assim como o prato em si, é um tanto ancestral, com todo respeito. Cada um vai caçando o seu pedaço, tentando pegar mais carne e menos gordura, mas isso vai ficando complicado.

O ápice foi quando estava me deliciando com a casquinha crocante, e uma nutricionista que estava à mesa comentou: "O prato todo deve ter uns 80% de lipídios, mas essa casquinha é 99% com certeza!".

Naquele momento senti minhas veias entupindo, podia até ver as placas de gordura se depositando e o sangue sofrendo pra passar. Mas tudo bem. Como diria um amigo, não tem problema.

Prosseguindo, o primeiro joelho veio acompanhado de um chucrute e maionese de batatas, e no segundo incluímos uma farofinha de ovos. Tudo muito bom.

É claro que eu talvez só volte a comer isso daqui a umas cinco encarnações, mas que é bom, isso é. A carne, por ter tanta gordura, é bem macia e saborosa. O problema é que depois pesa que é uma beleza.

O joelho de porco deve ser apreciado com moderação, mas quando for apreciar, aproveite!

S
erviço
Enchendo Linguiça
Av. Eng Richard nº2 A, Grajaú, Rio de Janeiro
O que comi: Joelho de Porco (R$34,50), Linguiça Calabresa com Pão de Alho (R$15,60), Caldinho Enchendo Linguiça (R$5,60)
Benefício/Custo: justo

ps: agradeço as fotos aos amigos Gaúcho e Regis e à tecnologia bluetooth, que me permitiu pegar as fotos para o meu celular.
[update] ps2: Não posso deixar de mencionar a participação do bloco Seu Cuca é Eu, cujo ensaio em frente ao restaurante animou nossa conversa e nos fez gritar um pouco mais. Seu Cuca é Eu!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Conversa Fiada

Além do meu preconceito contra comida de shopping, que já foi devidamente desfiado aqui, outra categoria de restaurante não me agrada a priori: as franquias. Não sei porque, mas a sensação de padronização tira um pouco do prazer de estar num lugar. Você está alí, mas poderia estar acolá, e tudo seria igualzinho, o cardápido, o gosto, o nome do garçon. Sei lá, pode ser besteira minha, mas que eu não gosto de franquias, isso é certo. E o mais engraçado é que as classes de franquias e restaurantes de shopping muitas vezes se encontram no mesmo estabelecimento. Que coincidência, não?

A despeito disso tudo, quebrei todas as barreira e fui almoçar num domingo de sol no Conversa Fiada do Leblon. Tudo como manda o figurino de uma boa franquia: ambiente bem decorado, garçons felizes, tudo limpo e bonito. Das poucas opções de pratos (tudo bem, o lugar é um 'botequim', mais focado em petiscos), escolhemos uma picanha fatiada com acompanhamentos.

Mais uma vez, uma bela apresentação: a fatias do bicho vieram numa chapa, supostamente para ficarem quentes. Mas isso não aconteceu: em poucos minutos a carne estava gelada. Os acompanhamentos estavam ok, mas eu via a bolinha de queijo e só pensava nela sendo tirada do congelador direto para frigideira. Totalmente fake. Além disso, tinha uma televisão passando propaganda interna do bar, e toda hora anunciavam um evento musical patrocinado pela. Chama-se "Conversa Afinada". Esse pessoal tem um talento pra trocadilhos... Fico imaginando o sujeito que teve essa idéia: "Nossa, tive um GRRAAANDE insight: Conversa Afinada", disse ele, com a boa cheia.

Depois de pedir para botar as sobras numa quentinha, fui seduzido pela bela geladeira da Häagen-Dazs e resolvi pedir um potinho de sorvete pela maravilhosa pechincha de R$10. Homenageando minhas origens, escolhi o chocolate belga. Mas até o Häagen-Dazs, que já vem pronto, eles conseguiram estragar: estava completamente mole.

Enfim, não foi uma desgraça completa, mas o meu preconceito contra as franquias ganhou mais força com esse almoço.



Serviço

Conversa Fiada - Leblon
Rua Ataulfo de Paiva, 900, Leblon, Rio de Janeiro
O que comi: Picanha Fatiada para 2/3 (R$49,50), Potinho de Häagen-Dazs (R$10,00)
Benefício/Custo: ruim

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Siri da Ilha

Uma palavra para o Siri da Ilha: Fartura. Todos os pratos lá são enormes, sobretudo os risotos e moquecas.

Se é bom? Bem, o ambiente já não é muito agradável. O lugar parece uma caixa de sapatos enorme, bem grande, o que dá uma sensação de que você é apenas mais um no bandeijão. Além disso, tem um janelão com vista pra praia. Claro que isso seria ótimo, se a praia não fosse a do Galeão, com suas garças asmáticas e pombos obesos.

Sim, mas e a comida? Os pastéis de camarão da entrada são bem legais, tirando alguns que vieram com resquícios de plástico da embalagem frito. Já viram plástico frito? Forma uns padrões interessantes, uma espécie de mosaico. Já havia comido uma vez o risoto de camarão, prato chefe da casa, mas desta vez fomos de moqueca de peixe com molho de camarão.

A panela, de alumínio, veio fumegante. Lá dentro esperneavam generosas postas de namorado e camarão. Muito camarão. Mais camarão do que peixe, diga-se de passagem. O prato acompanha arroz e uma farofinha amarela muito boa. E o garçon que nos deixou em dúvida sobre se a quantidade seria suficiente para 4 pessoas, teve que levar uma boa parte de volta. Mas a comida estava boa, o peixe no ponto correto, e se fosse dividida pelo número certo de pessoas, sairia por um preço muito bom.

O maior problema é que o trabalho à tarde ficou seriamente prejudicado depois de tanta comida!




Serviço

Restaurante Siri (Filial Ilha)
Praia do Galeão, N.1, Ilha do Governador, Rio de Janeiro
O que comi: Moqueca de Namorado com camarões (R$87, para 5/6 pessoas)
Benefício/Custo: bom

Adega Portugália

Mais um na série dos clássicos. A Adega Portugália fica na parte escondida do Largo do Machado, na calçada que não é a da igreja, não é a das Sendas e não é da rua do Catete. Nem referência a rua tem, pra chegar lá só sabendo exatamente o que se quer.

E se o que ser quer é um belo bolinho de bacalhau, um dos útlimos do Rio onde se encontra bacalhau dentro, chegamos ao lugar certo. O lugar serve como bar, do lado de fora, para se tomar chopp com bolinho de bacalhau, ou como restaurante, para se pedir um prato e um bolinho de bacalhau de entrada.

Depois da entrada óbvia, o prato escolhido foi o Filé de 'Meca' com molhos (camarão/alcaparra) e arroz com brócolis , purê e batatas coradas. Confesso que fiquei desconfiado com o 'Meca', estava escrito entre aspas no cardápio. Quando o filé chegou à mesa, pensei que pudesse ser uma coisa do tipo 'compensado de peixe', dados os 2 dedos (gordos) de altura do bicho. Nunca tinha visto um medalhão de peixe assim. Mas assim que passei a faca, ví que era peixe mesmo. E tradicional de Santos, quem diria.

O prato estava bem servido e gostoso, 5 pessoas comeram fartamente dois pratos supostamente para 2. E no final vieram o 'doces prtgueses', com bastante gema e açúcar. Bons, mas caros: R$10 cada.

O último detalhe é da série "como identificar um restaurante tradicional". Já citei os artigos de revista antigos na parede e os garçons excessivamente idosos e mal-humorados . Agora reparem bem na toalha da mesa: se tiver o logo da casa, com telefone e endereço, é clássico na certa.





Serviço

Adega Portugália
Largo do Machado, 30-A, Catete, Rio de Janeiro
O que comi: Bolinho de Bacalhau (R$1,50 cada), Filé de Peixe 'Meca' ao molho de camarão/alcaparras, com purê, batata corada e arroz de brócolis (R$49,50, p/2 ou 3)
Benefício/Custo: justo