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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bar do Peixe

É um pouco inusitado, eu sei. Naquele ambiente de Lapa-que-ainda-não-entrou-na-moda, meio sujo, meio rio antigo, onde você por mais que você não sinta, pode enxergar o cheiro de urina, lá não é o lugar que a sua mãe recomendaria para comer peixe. "Só como peixe em casa", diria ela. Enfim...

Se fosse só um bar, é possível que eu passasse reto. Mas naquele ambiente, três bares especializados em frutos do mar, um ao lado do outro, aí tem. E tem mesmo. O lugar fica abarrotado de gente nas tardes/noites de quinta a domingo.

Também pudera: tem coisa melhor do que sentar numa mesa de plástico na rua, tomar uma cervejinha gelada, comer uma sardinha frita com limãozinho, e não pagar quase nada por isso? Se tiver um bom papo então, nem se fala. E isso todo mundo sabe que não falta na Lapa.

Confesso que a escolha pelo sardinha foi bem conservadora; havia coisas mais interessantes no cardápio. Mas valeu a pena: a meia porção com 6 sardinhas parrudas, inteiras, abertas e empanadas, com espinha central e tudo estava uma delícia. O limão não podia faltar, assim como uma pimentinha. E tudo isso pela incrível fortuna de nove reais; que fartamente dividos por 2 deram ao prato um preço estupidamente barato.

O leitor pode ter uma ideia das outras iguarias que o aguardam olhando o luxoso cardápio na foto. Isso é claro, se conseguir decifrar os mega-píxeis da minha câmera tosca sem luz.

Um brinde à verdadeira Lapa!

Serviço
Bar do Peixe
Rua André Cavalcanti 16-B, Lapa/Bairro de Fátima, Rio de Janeiro
O que comi: Meia porção de sardinhas (R$9,00, com 6 peixes), cerveja de garrafa (R$3,00)
Benefício/Custo: bom

domingo, 28 de junho de 2009

Bar Adonis



Sexta foi dia de festa no Fundão. E, como sempre, fomos almoçar fora. Mas por sorte minha, resolvemos não ir até o Nova América, e arriscamos ir um pouco mais longe: o Adonis. Apesar de bem famoso, foi a minha primeira vez, e eu estava com boas expectativas, já que só ouvira falar bem de lá.

O começo não podia ser diferente: bolinhos de bacalhau e chopp. O bolinhos estavam muito bons, no nível do Portugália; a pimenta decepcionou um pouco: parecia "daquelas", mas era bem fraquinha. Engraçado é que ela vem num pote, com a tampa furada e um canudo no furo. Para servir, tampa-se a parte superior e depois solta-se em cima do prato. Bem engenhoso...

O primeiro chopp, supostamente um dos melhores do Rio, não veio bom. Talvez porque tenhamos pedido 10 de uma vez só, e o garçon tirou sem o menor cuidado. Os chopps seguintes justificaram o título de melhor do Rio.

Era chegada a hora de pedir o prato principal. A mesa, composta por umas 15 pessoas, já veio com o intuito de pedir a feijoada; portanto, o famoso bacahau de lá fica pra próxima.

Eu me considero um cara corajoso com um garfo e uma faca na mão; entretanto, orelha e pé, NÃO! Expliquei isso pro garçon, e ele gritou pra cozinha: "São três feijoada surda e manca!". Ok. "Sem olfato, também, moço.", acrescentei.

A feijoada é bem servida, como pode ser vista nas fotos, de qualidade razoável graças ao nosso amigo gaúcho. No total, foram 3 feijoadas para 12 pessoas. Sobrou bastante carne, apesar de que desta eu senti que minha barriga se dilatou alguns centímetros. Da próxima vez, eu pediria apenas duas, com um aditivo nos acompanhamentos, que vêm em quantidade desproporcional à da feijoada.

Aliás, os acompanhamentos merecem os parabéns de pé. Não só de feijão e carnes se faz uma feijoada. A couve mineira, a farofa e o torresmo, estavam deliciosos e completaram com maestria a saborosa feijoada.

Ah, a feijoada. Que delícia! Paio, carne seca, costela... A feijoada soava com se estivesse sendo preparada há dias. O feijão e seu caldo tinham um sabor inigualável. As carnes se desmanchavam, mostrando que de fato foram cozidas por bastante tempo no caldo. Ouvi reclamações de que a costela estava seca; ora bolas, as carnes da feijoada ficam secas porque são cozidas por muitas horas; o sabor vai todo para o feijão, na minha humilde opinião, assim é que deve ser feito.

Nem preciso dizer como foi o expediente de trabalho depos desta orgia. Na verdade, a minha primeira refeição de fato foi cerca de 28 horas depois do Adonis...

Update: Destaque especialíssimo aqui para a quantidade de sal! Tinha tudo pra dar errado, mas surpreendentemente o sal estava na medida certa (pra mim). Parabéns ao Adonis; coisa rara no Rio, comer com pouco sal.



Serviço
Bar Adonis
Rua São Luiz Gonzaga, 2156, loja A, Benfica, Rio de Janeiro
O que comi: Bolinhos de Bacalhau (R$2,50), Feijoada (R$55,00, para 4 ou 5)
Benefício/Custo: bom

domingo, 21 de junho de 2009

Bar do Mineiro

O caldinho de feijão do Bar do Mineiro é um patrimônio do Rio. Acho que demorei tanto para colocá-lo aqui no blog por respeito. Mas chegou a hora, ei-lo aqui.

Mais simples impossível. Tenho visto por aí uma moda de enfeitar os caldinhos de feijão com modernidades, mas o Mineiro respeita o que esta delícia deve ser: caldo de feijoada, salsinnha por cima, e com sorte algum pedaço de paio ou carne seca. Com sorte.

A pimentinha no ponto certo dá o toque final, e o pão (velho) ajuda a acalmar a situação quando a pimenta passa do ponto do certo.

Está acontecendo o Festival de Comida de Boteco, com petiscos especiais, mas no Mineiro não tem outra opção: é o caldinho e ponto.

Além de tudo de bom que o Mineiro já tem, o bar fica em Santa Teresa, bairro mais agradável do Rio, na humilde opinião deste blogueiro gastronômico. Vale a visita, e quando forem, me chamem.

Serviço
Bar do Mineiro
R. Paschoal Carlos Magno, 99 - Santa Teresa - Rio de Janeiro
O que comi: Caldinho de Feijão (R$10 na tijela, R$5 no copo)
Benefício/Custo: bom

sábado, 20 de junho de 2009

Sabor Quilombola

Os ensaios do bloco Escravos da Mauá, que acontecem em sextas-feiras aleatórias no Centro, podem ser considerados um programa completo. Bom ambiente, boa música, cerveja gelada, cachaça, e.... ótima comida.

O evento acontece no Largo da Prainha, que fica na Sacadura Cabral, perto da praça Mauá. O palco é montado num dos cantos da praça. Ao redor, dezenas de barraquinhas oferecem cerveja, churrasquinho, salsichão, CDs, caipirinha, cachaça e tudo mais.

Uma das barracas chama a atenção. É o Sabor Quilombola. Oferecem pratinhos de R$5, incluindo frango com quiabo, sopa de ervilha, feijão amigo e o zungu. Obviamente fui no zungu, pois não fazia ideia do que fosse. Quem quiser saber o que significa Zungu, dê uma olhada aqui.

O zungu a baiana é uma mistura de angu com uma espécie de carne que não consegui identificar (!). Estava delicioso! Bem apimentado (talvez a baiana venha daí) e bem temperado, a carne era macia, e apesar de bem gordurosa, comi tudo, inclusive a gordura. Não costumo fazer isso, mas deixar comida no prato seria uma heresia, tamanha a gostosura do quitute.

A cozinha improvisada dá um charme a mais para a barraca. A simpática atendente me disse que abrirão em breve um restaurante. Sou o primeiro cliente!

Serviço
Sabor Quilombola
Arredores da Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Zungu à Baiana (R$5,00)
Benefício/Custo: bom

domingo, 14 de junho de 2009

Almoço de Domingo - Pargo na Folha de Bananeira

Uma dica para um belo almoço de domingo. Os parguinhos custam menos de R$1 por cabeça no supermercado, quando tem. Como hoje temos boas fotos, não precisa de muito texto. Vamos lá:

O peixe em seu leito:



O molho: mix de pimentas (grãos), coentro, gengibre, limão, dedo de moça

Temperado:

Na panela de vapor:
À mesa, com arroz e brócolis:

Bom domingo!

sábado, 23 de maio de 2009

Bandeijão da UFRJ - Letras

E mesmo em tempos de Rio Restaurant Week, o DM não perde a pose e continua levando a você, leitora, o que há de melhor e mais barato na alta gastronomia estudantil de orçamento limitado.

Hoje é dia de Bandeijão. Durante anos, desde que entrei no Fundão, ouço falar da luta pelo restaurante universitário, que deveria oferecer comida subsidiada aos estudantes. O movimento enfim deu resultado e no ano passado foi inaugurado o Restaurante Universitário (RU) na Letras. Este ano inauguraram o oficial, que fica perto da EEFD. Pelo que ouvi, a cozinha ainda não está funcionando, e a comida já vem pronta. Não tem problema, vamos ao que interessa.

Após passar pela imensa fila, que assusta mas demora no máximo 10 minutos, entramos no salão lotado, e passamos por duas senhoras que verificam as carteiras de estudante e recebem a fabulosa quantia de R$2,00. Passada a catraca, funciona como uma linha de produção: pega o prato, bota na bandeija, pega potinho de salada, estende o prato, a mulher tasca arroz, tasca feijão, recolhe o prato, anda pro lado, estende o prato, a mulher tasca abobrinha, tasca carne, pega suquinho, pega sobremesa e... Ufa, acabou. Ainda meio atordoado, é preciso achar um lugar. A tarefa é complicada, e como as mesas são fixas para 4 pessoas, frequentemente acaba-se por almoçar com desconhecidos, o que pode ser bacana (ou não).

A comida, em si, é bem honesta. Achei a salada de tabule sofisticada pra um bandeijão. A abobrinha estava bem temperada, apesar de ser preparada daquele jeito que ela fica sem gosto de nada. (Mais sobre essa resmungação na nota ao final deste post aqui.) A carne, aceitávelmente macia, não estava lá muito saborosa, mas foi pra dentro. Considerando o preço de comida (a UFRJ paga cerca de $6,00 no total) e o fato de que ela é feita em enorme quantidade (800 refeições por dia), a qualidade é muito boa. O doce de leite servido como sobremesa era daqueles de lata bem vagabundos, mas tudo bem, dois reais, quem vai reclamar?

Fica só a sugestão para que se ofereça pelo menos duas opções de pratos. Mas do jeito que está, vai muito bem.




Serviço

Restaurante Universitário da UFRJ - Unidade Letras
Ilha do Fundão, Faculdade de Letras ("e de palavras inteiras também", segundo uma pixação que ficava na entrada do prédio)
O que comi: Salada de tabule com alface, arroz, feijão, abobrinha e picadinho, doce de leite, refresco de manga (R$2,00)
Benefício/Custo: bom

sábado, 25 de abril de 2009

HotDog R$0,99

No meio do badalado final da Voluntários, perto dos cinemas, botequins e falsos pés-sujos, eis que surge magnanimamente o Hot Dog R$0,99. É um pouco chocante, confesso. Mesmo eu, que passei a adolescência comendo podrão na Lapa (R$1 com copo de refri), me senti pouco à vontade com aquele atentado à moral e aos bons costumes, no lugar mais badalado da noite de Botafogo.

Passado o susto inicial, me lembrei que estava morrendo de fome, pus meus óculos escuros para não ser reconhecido e parti pra dentro. "Simp
les ou completo?" "Quanto é o completo?", perguntei, já imaginando que 0,99 era propaganda enganosa. "R$1,50". "Então me vê um completo... E uma coca!".

Não sei se já comentei isso aqui, talvez no post do Yakissoba, mas o único momento em que bebo Coca é quando como algo suspeito. Eu imagino a Coca detonando as bactérias da comida e deixando meu es
tômago de lado. Enfim...

Peguei a fichinha e fui pedir o meu "completo". Depois de confirmar para o atendente que era "completo mesmo", ele começou a preparar o bicho: Pão, salsicha, ketchup, mostarda, maionese, ervilha, batata, queijo ralado e.... o grand finale, um ovo de cordorna.

Muito bem. Devorei o cão rapidamente e aprovei. Não tem muito como dar errado, mas nunca se sabe. Estava tudo direitinho.

No entanto, meu vazio estomacal não estava totalmente preenchido, e além disso não havia provado a estrela da casa: o Simples, a R$0,99.

É claro que paguei um real e não recebi troco, mas eu não queria mesmo. Quanto tudo se encaminhava para um fim normal, veio a pergunta lá de dentro: "Mostarda amarela ou escura?". Nossa.... Ainda por cima eles oferecem mostarda escura! Caramba, agora virei fã. O simples, com mostarda escura, ketchup e maionese foi igualmente devorado, deixando minhas solitárias tranquilas para aguentar uma sessão no cinema.

Imagino que o lugar fique aberto até altas horas, e é portanto uma ótima opção para o fim de noite. E com certeza mais em conta do que o clássico Cervantes, que foi visitado recentemente, mas as fotos sairam tão lamentáveis que fiquei com vergonha de postar. Fica pra próxima.

Serviço
Hot Dog R$0,99
Rua Voluntários da Pátria,
O que comi: Simples (R$0,99), Completo (R$1,50)
Benefício/Custo: bom

terça-feira, 21 de abril de 2009

Gohan

Fiquei até com vergonha por demorar tanto tempo pra ir ao Gohan. Meus amigos sempre me falavam pra ir, mas por algum motivo isso só aconteceu esses dias. E pude constatar o que eu estava perdendo...

O Gohan é simplesmente o maior benefício/custo que eu conheço hoje no Rio. Comida boa, preços ótimos, sem frescura, e cerveja gelada. O restaurante faz um estilo oriental, mas é muito mais do que isso. O balção do sushi na entrada pode levar o cliente a achar que se trata de mais um japa baratinnho por aí. Engano.


O cardápio passa obviamente pelos sushis e sashimis, mas exibe com orgulho grelhados e milanesas bem brasileiros. Além disso, oferece outros pratos da culinária japonesa que são ótimos mas ficaram esquecidos por conta do sucesso do peixe cru.

E foi aí que escolhemos nosso prato. Pedimos de entrada um tempura de legumes, e como prato principal, um bifum de lula. Bifum é um macarrão feito de arroz, muito gostoso e bem mais leve do que o yakissoba. O prato supostamente para duas pessoas custa R$29 e ainda vem com 2 missoshiros (sopa de pasta de soja com tofu) e duas sobremesas. Pois bem: dividimos por 3 pessoas, e saimos fartos de tanto comer.

A lula estava muito bem feita, nem muito mole, nem muito dura, e o macarrão muito saboroso. De sobremesa pedimos uma melancia e um doce de banana feito com açúcar mascavo, que também está ótimo. A cerveja que acompanhou a festa estava digna de nota: -10 graus na geladeira! Ta certo que a primeiro veio congelada, mas foi rapidamente trocada por uma na medida.

Enfim, palmas ao Gohan, pela excelente comida, ótimo preço cerveja gelada. E ainda fica no coração da Lapa, na rua Joaquim Silva, atrás dos arcos. Quer mais? Então vá conferir!

Serviço
Gohan
Rua Joaquim Silva 127 - Lapa - Rio de Janeiro
O que comi: Tempura de Legumes (R$8,00), Bifun de Lula (R$29, com duas sopas missoshiro e duas sobremesas)
Benefício/Custo: bom

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Palinha

Boteco, botequim, butiquim, pé-sujo, escorrega-catarro. Podem chamar o Palinha do que quiserem, mas o pastel de queijo é maravilhoso. É claro que a estrela do lugar é a cerveja de garrafa bem gelada, que pode ser tomada dentro, sentado, ou fora, curtindo a brisa e o movimento.


O boteco fica em frente à Cobal: ganha dos bares de lá em vários quesitos. Preço, principalmente. É mais agradável, sempre tem lugar (mesmo que em pé), não tem garçon, não tem conta pra dividir. Chame e os amigos certos e curta um bom papo no Palinha!

Serviço
Café e Bar Restaurante Palhinha Ltda - Humaitá
R Humaitá, 12, Largo dos Leões, Rio de Janeiro
O que comi: Porção de Pastel de Queijo (R$8,00)
Benefício/Custo: bom

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Toca do Juca

Estes dias fui visitar o mais novo integrante da rede Juca, que conta com os Bar e Boteco do Juca, na Lapa, Serafim, Tasca do Edgar e Xodó da Alice, em Laranjeiras. Sempre passo na frente, e resolvi entrar numa sexta à noite, para jantar.

Acho que este caso não se encaixa no problema das franquias. Todos os restaurantes são diferentes, do nome ao cardápio. Só recentemente eu fui saber que eram todos do mesmo dono.

As opções de comida não eram muito variadas; afinal de contas o lugar está mais pra bar do que restaurante. Fiquei tentado a pedir um lombinho com tutu, mas fui impedido, já que podia pesar um pouco. Ficamos então com o galeto simples, pra duas/três pessoas, a honestíssimos R$20,00.

A ave vem acompanhada por batatas fritas, farofa, arroz e molho a campanha. Lógico que eu tive que chorar um feijãozinho, a exemplo do que fiz no Boteco do Manolo. O garçon simpaticamente trouxe uma cumbuca, não cobrada.

O prato estava muito gostoso, o galeto estava sequinho. Não vi se tinha televisão de cachorro lá, mas se meu galeto saiu de uma dessas, então devia estar no alto. Fico pensando que o franguinho lá de baixo pega toda gordura dos de cima.

Gostei muito do lugar, e achei o preço ótimo pelo prato. Voltarei.


Serviço
Toca do Juca
da Rua das Laranjeiras, 336, Laranjeiras, Rio de Janeiro
O que comi: Galeto Simples (R$20,00)
Benefício/Custo: bom

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sorvete Itália

Depois de um agradável almoço dentro de um shopping, num lugar que finge não ser shopping, nada melhor do que ir a uma autêntica praça de alimentação: ambiente fechado, ar-condicionado, um quadrado concentrando tudo que há de pior pra se comer.

Pois é, na praça de alimentação do Nova América, no meio da lama, eis que se esconde um simpático quiosque do sorvete Itália. Em comparação com os outros sorvetes postados aqui, o Itália ganha de longe no preço.

Já na qualidade... Bom, pedi uma bola de tangerina e outra de café chips. O primeiro estava razoável, tinha até o amarguinho da tangerina depois que sai da fruta. E estava um pouco gosmento. Já o de café foi um desastre completo. Eu adoro sorvete de café, na verdade o café até que estava bom, o que estragou foram o 'chips' de chocolate. Eles estavam numa quantidade tal que não era possível sentir o café sozinho: sempre caía um 'chip' para atrapalhar.

Mas pelo preço, vale a pena.

Serviço
Café do bom cachaça da boa
Shopping Nova América, pça de Alimentação, Rio de Janeiro
O que comi: Copo com uma bola de tangerina e uma de café chips (R$4,90)
Benefício/Custo: bom

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Siri da Ilha

Uma palavra para o Siri da Ilha: Fartura. Todos os pratos lá são enormes, sobretudo os risotos e moquecas.

Se é bom? Bem, o ambiente já não é muito agradável. O lugar parece uma caixa de sapatos enorme, bem grande, o que dá uma sensação de que você é apenas mais um no bandeijão. Além disso, tem um janelão com vista pra praia. Claro que isso seria ótimo, se a praia não fosse a do Galeão, com suas garças asmáticas e pombos obesos.

Sim, mas e a comida? Os pastéis de camarão da entrada são bem legais, tirando alguns que vieram com resquícios de plástico da embalagem frito. Já viram plástico frito? Forma uns padrões interessantes, uma espécie de mosaico. Já havia comido uma vez o risoto de camarão, prato chefe da casa, mas desta vez fomos de moqueca de peixe com molho de camarão.

A panela, de alumínio, veio fumegante. Lá dentro esperneavam generosas postas de namorado e camarão. Muito camarão. Mais camarão do que peixe, diga-se de passagem. O prato acompanha arroz e uma farofinha amarela muito boa. E o garçon que nos deixou em dúvida sobre se a quantidade seria suficiente para 4 pessoas, teve que levar uma boa parte de volta. Mas a comida estava boa, o peixe no ponto correto, e se fosse dividida pelo número certo de pessoas, sairia por um preço muito bom.

O maior problema é que o trabalho à tarde ficou seriamente prejudicado depois de tanta comida!




Serviço

Restaurante Siri (Filial Ilha)
Praia do Galeão, N.1, Ilha do Governador, Rio de Janeiro
O que comi: Moqueca de Namorado com camarões (R$87, para 5/6 pessoas)
Benefício/Custo: bom

domingo, 18 de janeiro de 2009

Trailler do Marinho

Um dos mais antigos ainda operando no CT. Era em frente ao bloco H, por isso se tornou o queridinho entre os antigos da Eletrônica, mas hoje funciona perto do D. É do estilo "Escolha uma carne e os acompanhamentos e fazemos seu prato". O prato é bem generoso.

As opções são as clássicas. Para carne, oferecem bife, bife acebolado, frango grelhado, frango a milanesa, peixe empanado e omeletes. Os acompanhamentos incluem arroz, feijão, farofa, macarrão, purê, fritas e saladas.

Assim como a maioria dos traillers do CT, seu Marinho capricha no sal (o árabe é exceção (Valeu Dini!)). Tá certo que eu prefiro tudo com menos sal, mas no Fundão o pessoal exagera.

Fora isso, o prato é muito honesto, e o preço, super camarada. E assim vamos levando, enquanto fevereiro não chega e o árabe não reabre.

Serviço
Trailler do Marinho
Bloco D, Centro de Tecnologia, Fundão
O que comi: Frango a milanesa, macarrão, purê, farofa, arroz e feijão (R$7,50) e um suco de manga (R$2)
Benefício/Custo: bom

Yakissoba do Fundão

Acho que este é um dos melhores benefícios/custo do fundão. O prato vem bem cheio, se pedir caprichado então...

O macarrão, semi-pronto, vai na chapa com o molho shoyu e o sabor de sua opção: legumes, frango, carne, presunto ou camarão.

A quantidade de fritura torna o prato um pouco pesado, por isso sempre peço acompanhado de uma Coca. Tenho a impressão de que ela ajuda a digerir. Faço isso quando como algo suspeito, tipo podrões e afins. Só tomo Coca nestas situações.

O Chinês dono do trailler é original, fala chinês ao telefone e lê jornais cheios de ideogramas. Deve entender do assunto. Eu, que não entendo nada, peço um caprichado sempre a fome aperta.

Serviço
Bloco D, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão
O que comi: Yakissoba de frango (R$6), Coca-cola (R$2)
Benefício/Custo: bom

S.O.S Refeições

Em se tratando de comida fundona, o nome do prato é rebuscado: Bife ao molho madeira com arroz a piamontesa e fritas. E corajoso quem se arrisca a experimentar.

Até que não foi mal. Como pode ser ver na foto, o bife vem totalmente coberto pelo molho. O molho me pareceu pronto, sabor barbecue, e tirando o excesso ficou razoável. O arroz também estava direitinho.

Este trailler também oferece estrogonoffe, mediano. O problema dos pratos de lá é que são pequenos, em relação a outros quiosques. Mas pra quem não gosta de se empanturrar, é uma boa opção.


Serviço

S.O.S Refeições
Bloco G, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão
O que comi: Filé ao molho madeira com arroz a piamontesa (R$6,90) e suco de goiaba (R$2)
Benefício/Custo: justo

domingo, 4 de janeiro de 2009

Gastronomia de reveillon

Ano novo, tempo de descansar, pensar no ano que passou, recarregar as baterias para o próximo e, por que não, cozinhar! Como estávamos no meio do mato, não havia muitas opções de restaurantes e jeito foi mesmo meter a mão na massa... no arroz, no bife, na batata (desculpem, eu não resisto a uma piada ruim).

A cozinha coletiva mostrou-se bem eficiente e prazeirosa. É claro que cada panela só pode ter um comandante, mas sugestões, pitacos e pitadas são sempre bem-vindos, e a troca de experiências foi muito enriquecedora.

Tudo começou no supermercado: filé mignon maturado, camarões, salsicha alemã, cogumelos (champignon de paris e shitake, frescos), verduras (alho poró, espinafre) e outros mais. Valeu lembrar que mesmo com ingredientes de primeira linha, 6 refeições para 5 pessoas sairam por cerca de R$70 por pessoa, ou R$12 por refeição, o coloca o post como de ótimo benefício/custo e preço barato. Vamos ao menu:

Penne ao molho de shitake com espinafre
Este tinha que ser rápido, pois foi feito assim que chegamos, à noite. Shitake cortado em tiras, na panela com alho e shoyu concentrado. O shitake solta bastante água, mas pode adicionar vinho para ficar mais molhado. Quando estiver quase bom, coloque o espinafre de modo que ele fique quase crú.

Sirva o macarrão e coloque o molho no prato. Sal e pimenta a gosto!









Bifes de File mignon com molho de champigon de paris e creme de leite com arroz e farofa de banana
Molho: doure bem as cebolas no azeite, depois coloque o champignon cortado em tiras. Quando estiver bom, jogue o creme de leite.
Farofa e arroz: dourar a banana na manteiga e depois jogar a farofa. O arroz é normal, só joguei uns alhos por cima pra cozinharem juntos.
Bifes: bifes bem altos, portanto deixe formar uma crosta embaixo para não ficar crú por dentro. Ao invés de jogar o óleo na frigideira, passe-o no bife antes. Assim o bife "sela", e perde menos água.

Mexidão da madrugada
Este foi feito às pressas, pra matar a fome de madrugada. A cebola foi frita com restos da farofa do almoço. Depois de douradas, joguei os também restos do arroz e um pouco de molho de tomate.

Até que não ficou ruim, mas neste caso vale aquela máxima de que a fome é o melhor dos temperos. Tudo bem, que comeu gostou e é isso que vale a pena.









Batata Rösti com salsicha alemã
A Salsicha não tem mistério, é só cozinhar. Existe uma marca chamada Berna, que faz ótimos embutidos em Nova Friburgo. Mas só encontramos a Perdigão, não tem tú vai tú mesmo.

Mas a batata, essa foi um dos hot-spots da viagem. Antes de ser ralada, a batada já deve estar um pouco cozida, mas pouco, senão ela amassa ao invez de ralar. A "ralação" deve ser na direção mais comprida da batata, para que as tiras fiquem o mais compridas possível.

Depois de aquecer mateiga (ou azeite, mais saudável) na frigideira, doure alguns ingredientes que quiser incrementar na batata. Tipicamente usa-se bacon, mas pode soltar a imaginação aqui: cebola, alho-poró, champignon... Bem, depois disso, deve jogar a batata aos poucos preeenchendo bem os espaços, sem deixar buracos (na foto, em cima, à esquerda). Depois de jogar toda batata, o aspecto será como na foto seguinte.

Agora deve-se, com um espátula, ajeitar suavemente o rösti para ele ficar redondo e mais condensado, como mostrado no quadro a esquerda em embaixo. Neste momento, pode-se jogar as mesmas coisas que foram na frigideira antes da batata no lado de cima.

Quando começar a sentir cheiro de queimadao, é sinal de que chegou momento mais tenso: a hora de virar o rösti. Para os corajosos, sugiro observar a altura do teto antes de jogar para o alto. Para os mais medrosos, a dica é virar em cima de um prato, e depois escorregar do prato de volta à frideira. Botar um pouco de óleo antes de virar pode ajudar um pouco. Esta manobra também não é fácil, mas o risco é menor. Depois, disso, é só deixar até tostar de novo e servir com mostarda, preta, naturalmente.

Camarão ao alho e óleo
Esse é bem simples, mas faz um baita sucesso na piscina. Também é prático, pois o camarão pode ser feito com a casca e tudo, menos cabeça, claro.

Não se esqueça de que o tempo do camarão, assim como de todos os peixes e frutos do mar, é beeeem rápido. O alho pode ir junto com o camarão, e ambos ficam no ponto num instante. Servir como limão, fora do sol, por favor.





Estrogonofe de file mignon com páprica, arroz, rosti e salada de rúcula com agrião
Como não podia deixar de ser, o último prato da jornada foi uma mistura dos restos mortais de tudo que foi feito antes. Restos mui nobres, é verdade, mas restos são sempre restos, e sempre mais gostosos. São mais gostosos por que são únicos: nunca mais um prato igual àquele será feito, pelo menos até a próxima compra. E é isso que torna o sabor especial.

O arroz foi requentado, os bifes de filé mignon viraram picadinho, o resto do palmito, do alho-poró, da cenoura, da cebola e do creme de leite entraram na panela, e junto com a páprica formaram um baita almoço de despedida. A batata palha, que até então estava fechada, completou o prato junto com uma salada de rúcula, agrião e cenoura crua.

E voltamos felizes e satisfeitos, prontos pra um ano novo cheio de novos sabores.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Coco da praia

Um coco destes, numa praia destas... Tem o que dizer?

Só alguns comentários: hoje existem várias carrocinhas de coco espalhadas pela cidade, amarelinhas em forma de coco (porque amarelas?). Mas tomar o coco in-natura, na praia, e depois comer a carne sempre será imbatível. Ainda mais com as colherzinhas feitas da própria casca. Os turistas adoram.

Outro barato do coco é a imprevisibilidade. Assim como o futebol, o coco também é uma caixinha de supresas. (nossa, essa foi péssima.) Pode estar doce ou não, pode ter muita água ou pouca água, pode ter carne, aquela "laminha" ou nada, pode estar estragado. Prêmio Nobel para o trabalho: "Inferência das características gustativas do coco através de processamento de imagem". Quem se habilita?

Se fizerem isso mesmo, perde a graça. O juiz tem que errar, time pequeno tem que ganhar do grande. Senão não é fut..., quer dizer, coco.

Boa praia!

Serviço
Coco da Praia
Praias do Rio de Janeiro, e provavelmente do Brasil inteiro
O que comi: Coco (R$2,00)
Benefício/Custo: bom

ps: peço desculpas pela qualidade das fotos, eu sei que o blog já está merecendo uma câmera melhor. O problema é que tem que ser de celular, pra estar sempre com ela. Vou resolver isso assim que possível. Feliz Ano Novo!