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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bar do Peixe

É um pouco inusitado, eu sei. Naquele ambiente de Lapa-que-ainda-não-entrou-na-moda, meio sujo, meio rio antigo, onde você por mais que você não sinta, pode enxergar o cheiro de urina, lá não é o lugar que a sua mãe recomendaria para comer peixe. "Só como peixe em casa", diria ela. Enfim...

Se fosse só um bar, é possível que eu passasse reto. Mas naquele ambiente, três bares especializados em frutos do mar, um ao lado do outro, aí tem. E tem mesmo. O lugar fica abarrotado de gente nas tardes/noites de quinta a domingo.

Também pudera: tem coisa melhor do que sentar numa mesa de plástico na rua, tomar uma cervejinha gelada, comer uma sardinha frita com limãozinho, e não pagar quase nada por isso? Se tiver um bom papo então, nem se fala. E isso todo mundo sabe que não falta na Lapa.

Confesso que a escolha pelo sardinha foi bem conservadora; havia coisas mais interessantes no cardápio. Mas valeu a pena: a meia porção com 6 sardinhas parrudas, inteiras, abertas e empanadas, com espinha central e tudo estava uma delícia. O limão não podia faltar, assim como uma pimentinha. E tudo isso pela incrível fortuna de nove reais; que fartamente dividos por 2 deram ao prato um preço estupidamente barato.

O leitor pode ter uma ideia das outras iguarias que o aguardam olhando o luxoso cardápio na foto. Isso é claro, se conseguir decifrar os mega-píxeis da minha câmera tosca sem luz.

Um brinde à verdadeira Lapa!

Serviço
Bar do Peixe
Rua André Cavalcanti 16-B, Lapa/Bairro de Fátima, Rio de Janeiro
O que comi: Meia porção de sardinhas (R$9,00, com 6 peixes), cerveja de garrafa (R$3,00)
Benefício/Custo: bom

sábado, 20 de junho de 2009

Sabor Quilombola

Os ensaios do bloco Escravos da Mauá, que acontecem em sextas-feiras aleatórias no Centro, podem ser considerados um programa completo. Bom ambiente, boa música, cerveja gelada, cachaça, e.... ótima comida.

O evento acontece no Largo da Prainha, que fica na Sacadura Cabral, perto da praça Mauá. O palco é montado num dos cantos da praça. Ao redor, dezenas de barraquinhas oferecem cerveja, churrasquinho, salsichão, CDs, caipirinha, cachaça e tudo mais.

Uma das barracas chama a atenção. É o Sabor Quilombola. Oferecem pratinhos de R$5, incluindo frango com quiabo, sopa de ervilha, feijão amigo e o zungu. Obviamente fui no zungu, pois não fazia ideia do que fosse. Quem quiser saber o que significa Zungu, dê uma olhada aqui.

O zungu a baiana é uma mistura de angu com uma espécie de carne que não consegui identificar (!). Estava delicioso! Bem apimentado (talvez a baiana venha daí) e bem temperado, a carne era macia, e apesar de bem gordurosa, comi tudo, inclusive a gordura. Não costumo fazer isso, mas deixar comida no prato seria uma heresia, tamanha a gostosura do quitute.

A cozinha improvisada dá um charme a mais para a barraca. A simpática atendente me disse que abrirão em breve um restaurante. Sou o primeiro cliente!

Serviço
Sabor Quilombola
Arredores da Praça Mauá, Centro, Rio de Janeiro
O que comi: Zungu à Baiana (R$5,00)
Benefício/Custo: bom

domingo, 14 de junho de 2009

Almoço de Domingo - Pargo na Folha de Bananeira

Uma dica para um belo almoço de domingo. Os parguinhos custam menos de R$1 por cabeça no supermercado, quando tem. Como hoje temos boas fotos, não precisa de muito texto. Vamos lá:

O peixe em seu leito:



O molho: mix de pimentas (grãos), coentro, gengibre, limão, dedo de moça

Temperado:

Na panela de vapor:
À mesa, com arroz e brócolis:

Bom domingo!

sábado, 23 de maio de 2009

Bandeijão da UFRJ - Letras

E mesmo em tempos de Rio Restaurant Week, o DM não perde a pose e continua levando a você, leitora, o que há de melhor e mais barato na alta gastronomia estudantil de orçamento limitado.

Hoje é dia de Bandeijão. Durante anos, desde que entrei no Fundão, ouço falar da luta pelo restaurante universitário, que deveria oferecer comida subsidiada aos estudantes. O movimento enfim deu resultado e no ano passado foi inaugurado o Restaurante Universitário (RU) na Letras. Este ano inauguraram o oficial, que fica perto da EEFD. Pelo que ouvi, a cozinha ainda não está funcionando, e a comida já vem pronta. Não tem problema, vamos ao que interessa.

Após passar pela imensa fila, que assusta mas demora no máximo 10 minutos, entramos no salão lotado, e passamos por duas senhoras que verificam as carteiras de estudante e recebem a fabulosa quantia de R$2,00. Passada a catraca, funciona como uma linha de produção: pega o prato, bota na bandeija, pega potinho de salada, estende o prato, a mulher tasca arroz, tasca feijão, recolhe o prato, anda pro lado, estende o prato, a mulher tasca abobrinha, tasca carne, pega suquinho, pega sobremesa e... Ufa, acabou. Ainda meio atordoado, é preciso achar um lugar. A tarefa é complicada, e como as mesas são fixas para 4 pessoas, frequentemente acaba-se por almoçar com desconhecidos, o que pode ser bacana (ou não).

A comida, em si, é bem honesta. Achei a salada de tabule sofisticada pra um bandeijão. A abobrinha estava bem temperada, apesar de ser preparada daquele jeito que ela fica sem gosto de nada. (Mais sobre essa resmungação na nota ao final deste post aqui.) A carne, aceitávelmente macia, não estava lá muito saborosa, mas foi pra dentro. Considerando o preço de comida (a UFRJ paga cerca de $6,00 no total) e o fato de que ela é feita em enorme quantidade (800 refeições por dia), a qualidade é muito boa. O doce de leite servido como sobremesa era daqueles de lata bem vagabundos, mas tudo bem, dois reais, quem vai reclamar?

Fica só a sugestão para que se ofereça pelo menos duas opções de pratos. Mas do jeito que está, vai muito bem.




Serviço

Restaurante Universitário da UFRJ - Unidade Letras
Ilha do Fundão, Faculdade de Letras ("e de palavras inteiras também", segundo uma pixação que ficava na entrada do prédio)
O que comi: Salada de tabule com alface, arroz, feijão, abobrinha e picadinho, doce de leite, refresco de manga (R$2,00)
Benefício/Custo: bom

sábado, 25 de abril de 2009

HotDog R$0,99

No meio do badalado final da Voluntários, perto dos cinemas, botequins e falsos pés-sujos, eis que surge magnanimamente o Hot Dog R$0,99. É um pouco chocante, confesso. Mesmo eu, que passei a adolescência comendo podrão na Lapa (R$1 com copo de refri), me senti pouco à vontade com aquele atentado à moral e aos bons costumes, no lugar mais badalado da noite de Botafogo.

Passado o susto inicial, me lembrei que estava morrendo de fome, pus meus óculos escuros para não ser reconhecido e parti pra dentro. "Simp
les ou completo?" "Quanto é o completo?", perguntei, já imaginando que 0,99 era propaganda enganosa. "R$1,50". "Então me vê um completo... E uma coca!".

Não sei se já comentei isso aqui, talvez no post do Yakissoba, mas o único momento em que bebo Coca é quando como algo suspeito. Eu imagino a Coca detonando as bactérias da comida e deixando meu es
tômago de lado. Enfim...

Peguei a fichinha e fui pedir o meu "completo". Depois de confirmar para o atendente que era "completo mesmo", ele começou a preparar o bicho: Pão, salsicha, ketchup, mostarda, maionese, ervilha, batata, queijo ralado e.... o grand finale, um ovo de cordorna.

Muito bem. Devorei o cão rapidamente e aprovei. Não tem muito como dar errado, mas nunca se sabe. Estava tudo direitinho.

No entanto, meu vazio estomacal não estava totalmente preenchido, e além disso não havia provado a estrela da casa: o Simples, a R$0,99.

É claro que paguei um real e não recebi troco, mas eu não queria mesmo. Quanto tudo se encaminhava para um fim normal, veio a pergunta lá de dentro: "Mostarda amarela ou escura?". Nossa.... Ainda por cima eles oferecem mostarda escura! Caramba, agora virei fã. O simples, com mostarda escura, ketchup e maionese foi igualmente devorado, deixando minhas solitárias tranquilas para aguentar uma sessão no cinema.

Imagino que o lugar fique aberto até altas horas, e é portanto uma ótima opção para o fim de noite. E com certeza mais em conta do que o clássico Cervantes, que foi visitado recentemente, mas as fotos sairam tão lamentáveis que fiquei com vergonha de postar. Fica pra próxima.

Serviço
Hot Dog R$0,99
Rua Voluntários da Pátria,
O que comi: Simples (R$0,99), Completo (R$1,50)
Benefício/Custo: bom

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Palinha

Boteco, botequim, butiquim, pé-sujo, escorrega-catarro. Podem chamar o Palinha do que quiserem, mas o pastel de queijo é maravilhoso. É claro que a estrela do lugar é a cerveja de garrafa bem gelada, que pode ser tomada dentro, sentado, ou fora, curtindo a brisa e o movimento.


O boteco fica em frente à Cobal: ganha dos bares de lá em vários quesitos. Preço, principalmente. É mais agradável, sempre tem lugar (mesmo que em pé), não tem garçon, não tem conta pra dividir. Chame e os amigos certos e curta um bom papo no Palinha!

Serviço
Café e Bar Restaurante Palhinha Ltda - Humaitá
R Humaitá, 12, Largo dos Leões, Rio de Janeiro
O que comi: Porção de Pastel de Queijo (R$8,00)
Benefício/Custo: bom

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Toca do Juca

Estes dias fui visitar o mais novo integrante da rede Juca, que conta com os Bar e Boteco do Juca, na Lapa, Serafim, Tasca do Edgar e Xodó da Alice, em Laranjeiras. Sempre passo na frente, e resolvi entrar numa sexta à noite, para jantar.

Acho que este caso não se encaixa no problema das franquias. Todos os restaurantes são diferentes, do nome ao cardápio. Só recentemente eu fui saber que eram todos do mesmo dono.

As opções de comida não eram muito variadas; afinal de contas o lugar está mais pra bar do que restaurante. Fiquei tentado a pedir um lombinho com tutu, mas fui impedido, já que podia pesar um pouco. Ficamos então com o galeto simples, pra duas/três pessoas, a honestíssimos R$20,00.

A ave vem acompanhada por batatas fritas, farofa, arroz e molho a campanha. Lógico que eu tive que chorar um feijãozinho, a exemplo do que fiz no Boteco do Manolo. O garçon simpaticamente trouxe uma cumbuca, não cobrada.

O prato estava muito gostoso, o galeto estava sequinho. Não vi se tinha televisão de cachorro lá, mas se meu galeto saiu de uma dessas, então devia estar no alto. Fico pensando que o franguinho lá de baixo pega toda gordura dos de cima.

Gostei muito do lugar, e achei o preço ótimo pelo prato. Voltarei.


Serviço
Toca do Juca
da Rua das Laranjeiras, 336, Laranjeiras, Rio de Janeiro
O que comi: Galeto Simples (R$20,00)
Benefício/Custo: bom

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Sorvete Itália

Depois de um agradável almoço dentro de um shopping, num lugar que finge não ser shopping, nada melhor do que ir a uma autêntica praça de alimentação: ambiente fechado, ar-condicionado, um quadrado concentrando tudo que há de pior pra se comer.

Pois é, na praça de alimentação do Nova América, no meio da lama, eis que se esconde um simpático quiosque do sorvete Itália. Em comparação com os outros sorvetes postados aqui, o Itália ganha de longe no preço.

Já na qualidade... Bom, pedi uma bola de tangerina e outra de café chips. O primeiro estava razoável, tinha até o amarguinho da tangerina depois que sai da fruta. E estava um pouco gosmento. Já o de café foi um desastre completo. Eu adoro sorvete de café, na verdade o café até que estava bom, o que estragou foram o 'chips' de chocolate. Eles estavam numa quantidade tal que não era possível sentir o café sozinho: sempre caía um 'chip' para atrapalhar.

Mas pelo preço, vale a pena.

Serviço
Café do bom cachaça da boa
Shopping Nova América, pça de Alimentação, Rio de Janeiro
O que comi: Copo com uma bola de tangerina e uma de café chips (R$4,90)
Benefício/Custo: bom

domingo, 18 de janeiro de 2009

Trailler do Marinho

Um dos mais antigos ainda operando no CT. Era em frente ao bloco H, por isso se tornou o queridinho entre os antigos da Eletrônica, mas hoje funciona perto do D. É do estilo "Escolha uma carne e os acompanhamentos e fazemos seu prato". O prato é bem generoso.

As opções são as clássicas. Para carne, oferecem bife, bife acebolado, frango grelhado, frango a milanesa, peixe empanado e omeletes. Os acompanhamentos incluem arroz, feijão, farofa, macarrão, purê, fritas e saladas.

Assim como a maioria dos traillers do CT, seu Marinho capricha no sal (o árabe é exceção (Valeu Dini!)). Tá certo que eu prefiro tudo com menos sal, mas no Fundão o pessoal exagera.

Fora isso, o prato é muito honesto, e o preço, super camarada. E assim vamos levando, enquanto fevereiro não chega e o árabe não reabre.

Serviço
Trailler do Marinho
Bloco D, Centro de Tecnologia, Fundão
O que comi: Frango a milanesa, macarrão, purê, farofa, arroz e feijão (R$7,50) e um suco de manga (R$2)
Benefício/Custo: bom

Yakissoba do Fundão

Acho que este é um dos melhores benefícios/custo do fundão. O prato vem bem cheio, se pedir caprichado então...

O macarrão, semi-pronto, vai na chapa com o molho shoyu e o sabor de sua opção: legumes, frango, carne, presunto ou camarão.

A quantidade de fritura torna o prato um pouco pesado, por isso sempre peço acompanhado de uma Coca. Tenho a impressão de que ela ajuda a digerir. Faço isso quando como algo suspeito, tipo podrões e afins. Só tomo Coca nestas situações.

O Chinês dono do trailler é original, fala chinês ao telefone e lê jornais cheios de ideogramas. Deve entender do assunto. Eu, que não entendo nada, peço um caprichado sempre a fome aperta.

Serviço
Bloco D, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão
O que comi: Yakissoba de frango (R$6), Coca-cola (R$2)
Benefício/Custo: bom

S.O.S Refeições

Em se tratando de comida fundona, o nome do prato é rebuscado: Bife ao molho madeira com arroz a piamontesa e fritas. E corajoso quem se arrisca a experimentar.

Até que não foi mal. Como pode ser ver na foto, o bife vem totalmente coberto pelo molho. O molho me pareceu pronto, sabor barbecue, e tirando o excesso ficou razoável. O arroz também estava direitinho.

Este trailler também oferece estrogonoffe, mediano. O problema dos pratos de lá é que são pequenos, em relação a outros quiosques. Mas pra quem não gosta de se empanturrar, é uma boa opção.


Serviço

S.O.S Refeições
Bloco G, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão
O que comi: Filé ao molho madeira com arroz a piamontesa (R$6,90) e suco de goiaba (R$2)
Benefício/Custo: justo

domingo, 4 de janeiro de 2009

Gastronomia de reveillon

Ano novo, tempo de descansar, pensar no ano que passou, recarregar as baterias para o próximo e, por que não, cozinhar! Como estávamos no meio do mato, não havia muitas opções de restaurantes e jeito foi mesmo meter a mão na massa... no arroz, no bife, na batata (desculpem, eu não resisto a uma piada ruim).

A cozinha coletiva mostrou-se bem eficiente e prazeirosa. É claro que cada panela só pode ter um comandante, mas sugestões, pitacos e pitadas são sempre bem-vindos, e a troca de experiências foi muito enriquecedora.

Tudo começou no supermercado: filé mignon maturado, camarões, salsicha alemã, cogumelos (champignon de paris e shitake, frescos), verduras (alho poró, espinafre) e outros mais. Valeu lembrar que mesmo com ingredientes de primeira linha, 6 refeições para 5 pessoas sairam por cerca de R$70 por pessoa, ou R$12 por refeição, o coloca o post como de ótimo benefício/custo e preço barato. Vamos ao menu:

Penne ao molho de shitake com espinafre
Este tinha que ser rápido, pois foi feito assim que chegamos, à noite. Shitake cortado em tiras, na panela com alho e shoyu concentrado. O shitake solta bastante água, mas pode adicionar vinho para ficar mais molhado. Quando estiver quase bom, coloque o espinafre de modo que ele fique quase crú.

Sirva o macarrão e coloque o molho no prato. Sal e pimenta a gosto!









Bifes de File mignon com molho de champigon de paris e creme de leite com arroz e farofa de banana
Molho: doure bem as cebolas no azeite, depois coloque o champignon cortado em tiras. Quando estiver bom, jogue o creme de leite.
Farofa e arroz: dourar a banana na manteiga e depois jogar a farofa. O arroz é normal, só joguei uns alhos por cima pra cozinharem juntos.
Bifes: bifes bem altos, portanto deixe formar uma crosta embaixo para não ficar crú por dentro. Ao invés de jogar o óleo na frigideira, passe-o no bife antes. Assim o bife "sela", e perde menos água.

Mexidão da madrugada
Este foi feito às pressas, pra matar a fome de madrugada. A cebola foi frita com restos da farofa do almoço. Depois de douradas, joguei os também restos do arroz e um pouco de molho de tomate.

Até que não ficou ruim, mas neste caso vale aquela máxima de que a fome é o melhor dos temperos. Tudo bem, que comeu gostou e é isso que vale a pena.









Batata Rösti com salsicha alemã
A Salsicha não tem mistério, é só cozinhar. Existe uma marca chamada Berna, que faz ótimos embutidos em Nova Friburgo. Mas só encontramos a Perdigão, não tem tú vai tú mesmo.

Mas a batata, essa foi um dos hot-spots da viagem. Antes de ser ralada, a batada já deve estar um pouco cozida, mas pouco, senão ela amassa ao invez de ralar. A "ralação" deve ser na direção mais comprida da batata, para que as tiras fiquem o mais compridas possível.

Depois de aquecer mateiga (ou azeite, mais saudável) na frigideira, doure alguns ingredientes que quiser incrementar na batata. Tipicamente usa-se bacon, mas pode soltar a imaginação aqui: cebola, alho-poró, champignon... Bem, depois disso, deve jogar a batata aos poucos preeenchendo bem os espaços, sem deixar buracos (na foto, em cima, à esquerda). Depois de jogar toda batata, o aspecto será como na foto seguinte.

Agora deve-se, com um espátula, ajeitar suavemente o rösti para ele ficar redondo e mais condensado, como mostrado no quadro a esquerda em embaixo. Neste momento, pode-se jogar as mesmas coisas que foram na frigideira antes da batata no lado de cima.

Quando começar a sentir cheiro de queimadao, é sinal de que chegou momento mais tenso: a hora de virar o rösti. Para os corajosos, sugiro observar a altura do teto antes de jogar para o alto. Para os mais medrosos, a dica é virar em cima de um prato, e depois escorregar do prato de volta à frideira. Botar um pouco de óleo antes de virar pode ajudar um pouco. Esta manobra também não é fácil, mas o risco é menor. Depois, disso, é só deixar até tostar de novo e servir com mostarda, preta, naturalmente.

Camarão ao alho e óleo
Esse é bem simples, mas faz um baita sucesso na piscina. Também é prático, pois o camarão pode ser feito com a casca e tudo, menos cabeça, claro.

Não se esqueça de que o tempo do camarão, assim como de todos os peixes e frutos do mar, é beeeem rápido. O alho pode ir junto com o camarão, e ambos ficam no ponto num instante. Servir como limão, fora do sol, por favor.





Estrogonofe de file mignon com páprica, arroz, rosti e salada de rúcula com agrião
Como não podia deixar de ser, o último prato da jornada foi uma mistura dos restos mortais de tudo que foi feito antes. Restos mui nobres, é verdade, mas restos são sempre restos, e sempre mais gostosos. São mais gostosos por que são únicos: nunca mais um prato igual àquele será feito, pelo menos até a próxima compra. E é isso que torna o sabor especial.

O arroz foi requentado, os bifes de filé mignon viraram picadinho, o resto do palmito, do alho-poró, da cenoura, da cebola e do creme de leite entraram na panela, e junto com a páprica formaram um baita almoço de despedida. A batata palha, que até então estava fechada, completou o prato junto com uma salada de rúcula, agrião e cenoura crua.

E voltamos felizes e satisfeitos, prontos pra um ano novo cheio de novos sabores.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Coco da praia

Um coco destes, numa praia destas... Tem o que dizer?

Só alguns comentários: hoje existem várias carrocinhas de coco espalhadas pela cidade, amarelinhas em forma de coco (porque amarelas?). Mas tomar o coco in-natura, na praia, e depois comer a carne sempre será imbatível. Ainda mais com as colherzinhas feitas da própria casca. Os turistas adoram.

Outro barato do coco é a imprevisibilidade. Assim como o futebol, o coco também é uma caixinha de supresas. (nossa, essa foi péssima.) Pode estar doce ou não, pode ter muita água ou pouca água, pode ter carne, aquela "laminha" ou nada, pode estar estragado. Prêmio Nobel para o trabalho: "Inferência das características gustativas do coco através de processamento de imagem". Quem se habilita?

Se fizerem isso mesmo, perde a graça. O juiz tem que errar, time pequeno tem que ganhar do grande. Senão não é fut..., quer dizer, coco.

Boa praia!

Serviço
Coco da Praia
Praias do Rio de Janeiro, e provavelmente do Brasil inteiro
O que comi: Coco (R$2,00)
Benefício/Custo: bom

ps: peço desculpas pela qualidade das fotos, eu sei que o blog já está merecendo uma câmera melhor. O problema é que tem que ser de celular, pra estar sempre com ela. Vou resolver isso assim que possível. Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Stambul

Um achado em Copacabana. Ok, vão dizer que o lugar existe desde mil novecentos e antigamente. Mas eu só conheci há pouco tempo, então pra mim é um achado. E que achado. Em mês já fui umas quatro vezes lá.

As matérias de jornal expostas d'O Globo e JB com layout dos anos 80 denunciam que estamos diante de um clássico. A desconfiança só aumenta ao ver as paredes amareladas e os garçons idosos e mal-humorados. Olhando o botequins transados em volta, no novo "Baixo Copa", temos certeza de que o lugar resistiu bravamente à concorrência.

E isso tudo só pode nos levar a uma conclusão: a comida é ótima! O preço, melhor ainda. Na primeira vez em que fui, experimentei o kibe crú e pasta de grão de bico (Homus). Como acompanhamento, deliciosos pães árabes, macios e quentinhos. Confesso que sempre que como kibe crú com certo receio. Mas o Stambul não podia falhar: o prato acompanha cebola crua e hortelã, e tomate, o que foi uma agradável surpesa pra mim. Os sanduíches de pão árabe com kibe crú, cebola crua, hortelã, tomate, limão e azeite são iguarias deliciosas.

Nas vezes seguintes, dividi um "duas kaftas" com arroz de lentilha e cebolha crocante, e a variação que vem a kafta marroquina, na foto acima, em forma de hamburger. Ambos deliciosos, com destaque para o arroz, cozido no ponto certo, e a cebola crocante. Arrisco até a dizer que é melhor do que o da Rotisseria Sírio Libanesa. Mas isso pode mudar na próxima vez em que voltar lá.

Os doces são um show a parte. O da primeira foto leva um recheio de nozes, com massa folheada e é regado a mel. Há duas outras versões dele, e o que muda é apenas o formato da massa. A massa folheada, um verdadeiro desafio culinário, é crocante e não muito gordurosa. A dica é pedir pra não colocar muito mel, pra não ficar muito doce. Este que aparece da foto ao lado tem um nome específico, que não consegui entender. A massa é estilo bolo, salpicado com açúcar. O recheio também é de nozes, mas com gosto mais forte. Gostei mais dos outros. Há ainda o doce de gergelim, que tem consistência de areia é bem gostoso.

Fala-se muito bem dos pratos de cabrito que são servidos no Stambul, mas isto fica pra próxima vez.

Serviço

Istambul
Domingos Ferreira, 221, Copacabana, Rio de Janeiro
O que comi: Cafta Marroquina ($30,00, 2p.), Duas Caftas ($28,00, 2p.), Doces($2,00), Meio Kibe Crú ($12), Pão árabe quentinho ($2,00 o par)
Benefício/Custo: bom

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Mate da Praia

Eis o milagre da Natureza, inexplicável: todo mundo sabe que é feito com água suja, é doce pra chuchu, a erva mate tem procedência duvidosa, o limão também. Mas mesmo assim é a estrela do verão.

Talvez o motivo de tanta idolatria seja outro mistério igualmente inexplicável: como pode ser tão gelado, mesmo depois de andar por horas debaixo do sol? Nunca tomei um mate na praia que não estivesse estupidamente gelado. Vende mais por que é geladinho ou é geladinho porque vende mais? Boa pergunta...

Enquanto você pensa na resposta, eu vou me deliciar com um matelimão, bem gelado, meio a meio, por favor.


Serviço
Mate da Praia
Praias do Rio de Janeiro
O que bebi: Mate com Limão, meio a meio (R$2,00)
Benefício/Custo: justo

Biscoito Globo

Ontem foi dia de praia. E o dicasmastigadas estava a postos conferindo os melhores quitutes da estação. E adivinhem quem apareceu? O clássico carioca, o inigualável, incopiável, inatingível biscoito Globo. Doce, é claro. Odeio o salgado.

Mais leve que o ar, o saboroso biscoito revela o gosto do delicioso polvilho, que aliás anda sumido dos pães-de-queijo cariocas. Mas, novamente, pão-de-queijo é assunto pra outros posts.

O Biscoito é um mistério da natureza: não engorda, não mata a fome e ainda assim faz o maior sucesso. Vai entender. Ultimamente as lojas chiques e descoladas andaram fazendo bolsas, carteiras e tudo mais exibindo a marca do Biscoito. Queria saber se pagaram pra usar isso.

Obviamente, o BG anda sempre acompanhado de seu inseparável parceiro, que será devidamente postado em seguida.

Serviço
Biscoito Globo
Praias do Rio de Janeiro
O que comi: Pacote de Biscoito Globo Doce (R$1,00 a R$2,00, dependendo da cara de gringo)
Benefício/Custo: justo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Barraca da Chiquita

O Mistão Completo, segundo o cardápio, serve 4 pessoas. Comemos sete, tranqüilamente. Aliás, esta prática comum nos restaurantes me deixa profundamente irritado. Odeio desperdiçar comida, sabendo que na maioria dos lugar os restos vão para o lixo mesmo. Mas os garçons vivem incentivando que se peça mais e mais, vai ficar pouco, doutor, acho que só isso não vai dar não. Além do desperdício, me irrita também o costume ocidental (norte-americano) de comer até explodir. Não, não precisamos de tanta comida. Acha-se muito bonito comer até se empanturrar, olha o fulaninho, come muito bem, parece uma draga, hihihi. No Japão, para comparar, numa refeição de sushis come-se 7 ou 8 peças, e pronto. Satisfeito. Aqui fazemos rodízio e só saímos prestes a vomitar.

Tinha mais coisa a falar sobre isso, sobre a crise de alimentos, sobre os transgênicos, sobre churrascarias brasileiras exportando para países de cultura vegetariana o costume de comer carne, sobre a produção de grãos em relação à produção de carne, mas este post era na verdade para falar bem da Barraca da Chiquita.

Voltando ao assunto, o Mistão vem com (da esquerda para direita): aipim, carne de sol, tutú (feijão, couve, ovo, farofa), linguiça, queijo coalho e batata-frita. Tudo isso sobre uma cama de arroz. Ah, foram encontrados ainda pedaços de alface, mas não se soube precisar se eram mesmo do prato ou se caíram por acidente. O destaque vai para a linguiça, bem apimentada, e para o tutú (tutú não era mineiro?). O resto estava muito bom também, a carne oscilou entre pedaços macios e outros nem tanto.

Para arrematar, pedimos algumas sobremesas muito boas também: doce de jaca, de leite, de limão e de cupuaçú, todos servidos em simpáticas taças. Meu destaque foi para a jaca, que adoro, mas sei que tem gente que odeia. Aliás, uma das minha alegrias nesta época do ano é a chegada das imensas jacas. Com o cupuaçú ocorre o oposto: eu odeio, mas conheço gente que ama. Eu sempre tento provar de novo, mas aquele gosto não me apetece: eu juro que parece com o cola de isopor, mas niguém nunca acreditou...

Outro ponto a favor deste restaurante é a sala fechada e climatizada, onde o som fica bem abafado. A feira de São Cristóvão é divertida, mas durante a refeição um pouco menos de barulho é sempre bem-vindo.

Na verdade mesmo, o que mais gosto na Feira são as tapiocas, mas isso fica pra outro post. Bom forró!

Serviço
Barraca da Chiquita
Feira de São Cirstóvão, Rio de Janeiro
O que comi: Mistão completo, supostamente para 4 pessas (R$62,00), e doces diversos (R$4,50 cada)
Benefício/Custo: bom

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Rotisseria Sírio-Libanesa

Um dos árabes mais famosos e tradicionais do Rio, a Rotisseria Sírio Libanesa nunca decepciona. É sempre uma ótima opção sozinho, a dois, a três, a... bom, mais que isso vai ser difícil encontrar lugar no balcão. Mas tudo bem, fazer o que? O benefício/custo deste restaurante é excepcional. Comida de ótima qualidade, seja nos pratos, nas esfihas ou nos doces, a um preço tão camarada, não podia mesmo ficar vazio.

A pedida desta vez foi a novidade da casa: folhas de uva recheadas com arroz e carne moída, coberta com as tradicionais cebolas crocantes. Para acompanhar, pedimos o infalível quibe de forno, coberto por salas e cebola crua. Não é preciso dizer que estava delicioso. O paladar da folha de uva não é para qualquer um, tem um gosto que lembra o repolho, um pouco acre. Mas eu adorei. O molho de carne vem separado num potinho.

O preço disso tudo, para duas pessoas? R$15,00. Aliás, qualquer meia porção com quibe ou duas kaftas custa este preço. O campeão do restaurante é sem dúvida a meia porção de arroz com lentilhas e 2 kaftas. O arroz é sensacional: além da lentilha, vem com as mesmas cebolas que cobrem a folha de uva da foto. De comer ajoelhado.

Para finalizar, um doce de gergelim, com textura de areia do deserto. Muito bom!

Serviço
Rotisseria Sírio Libanesa
Largo do Machado, dentro da galeria Condor
O que comi: Meia porção de folha de uva com kibe de forno, bom para duas pessoas (R$15,00), doce de gergelim (R$2,00)
Benefício/Custo: bom

Árabe do CT

O árabe é o melhor restaurante do CT. Isso não chega a ser uma grande proeza diante da concorrência que se apresenta, mas não tira os méritos da ótima comida servida por lá. Prova disso é que por volta de 13:00 a comida sempre acaba.

Instalado num dos traillers que ficam diante dos blocos do centro de tecnologia, 4 funcionários se espremem no minúsculo espaço e fazem mágica ao servir comida com um mínimo de qualidade naquelas condições. E comida bem feita. É um dos únicos restarantes do CT que sabe usar o sal e o óleo. Os outros costumam abusar em um dos dois, ou ambos.

O restaurante oferece sempre duas opções: árabe e trivial, ambos a R$8,00. O árabe vem sempre acompanhado de um pão árabe e uma pasta (grao de bico, berinjela, alho, salsinha ou azeitona), e o trivial é um autêntico PF, adequado para o mais famintos. Abaixo os pratos que normalmente são servidos lá, sempre um árabe e um trivial por dia:

Trivial
  • Escondidinho de camarão com arroz de açafrão e salada (foto) - Muito gostoso, tem também na versão bobó, que me parece apenas um rearranjo físico dos mesmo ingredientes (camarão e aipim). O camarão nem sempre está espetacular, mas nada que tire o sabor dos pratos.
  • Carne assada com molho de sálvia e/ou manjericão - Muito bom. O detalhe do e/ou é ótimo, pois a mistura dos dois molhos fica interessante.
  • Estrogonoffe de carne com batatas fritas - É um dos únicos pratos aos quais tenho ressalvas. A batata não é muito boa é o molho tem creme de leite demais.
  • Tutu com carne seca e couve - este clássico mineiro fica ótimo no árabe.
Árabe
  • Kafta com tabule
  • Berinjela de forno
  • Kibe de forno


Serviço
Árabe do CT
Bloco F, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão
O que comi: ver acima (R$8,00)
Benefício/Custo: bom

ps: este post será atualizado gradualmente, com novos pratos e comentários. Mas isto só deve ocorrer a paritir do ano que vem, quando o restaurante reabre.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Burguesão - Café

O Burguesão é um clássico do CT. Seu nome é uma ironia com o fato de lá já ter funcionado um bandeijão e de ser o preferido da maioria dos professores. O restaurante é confortável, o único com cadeiras acolchoadas, além do ar-condicionado.

O cardápio é extenso, motivo pelo qual o Burguesão tem movimento de 7:00 às 19:00, com pico na hora do almoço. Mas a estrela da casa é mesmo servida na hora depois-do-almoço. O café expresso do Burguesão ganha de longe de qualquer um no CT, e briga de igual pra igual com as melhores casas do ramo (com preço muito melhor!). Onde quer que seja o almoço, o café no Burg é obrigatório. É moido na hora e servido brilhantemente pela Maria, que sabe exatamente o gosto de cada um: uma gota de leite, na xícara ou no copo...

Obviamente o café não fica sozinho: o cappucino é delicioso, e ainda recebe uma espuma de leite, como mostra a foto. Muito bom pra começar um dia de trabaho!

Serviço
Burguesão
Bloco H, Centro de Tecnologia, Ilha do Fundão
Café expresso (R$1,00), Capuccino (R$1,30)
Benefício/Custo: bom

ps: outros itens servidos pelo Burguesão serão abordados nos próximos posts.