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terça-feira, 9 de junho de 2009

Cachorro Quente do Maracanã

Diz o 2o parágrafo do artigo 28 do Estatuto do Torcedor, que deveria regular o tratamento dado ao consumidor (sim, o torcedor é consumidor!) dentro dos estádios e praças esportivas:

"É vedado impor preços excessivos ou aumentar sem justa causa os preços dos produtos alimentícios comercializados no local de realização do evento esportivo."

Pois bem, o que se pode ver na foto ao lado é o descumprimento total e completo do estatuto. Quatro reais por essa porcaria que a foto conseguiu até melhorar, ao vivo estava mais feio. É um absurdo, ainda mais acompanhado da coca salvadora, que custava absurdos 3 reais.

É ruim que só. Nem a batatinha salva, pão seco, salsicha sem gosto. Eca. Eu evito ao máximo, mas domingo a fome bateu mais forte. E o pior é que esta é a ÚNICA opção de comida no estádio, fora uns biscoitinhos ou amendoim. Não há NADA mais pra se comer. Agora a situação ainda piorou, pois proibiram os podrões do lado de fora, muitos melhores, maiores e mais baratos que esse.

Podiam botar o hot-dog R$0,99 a R$2,00 e venderia feito água, todo mundo ia ficar satisfeito. É um absurdo. Como diz o Juca Kfouri (que já diz isso citando alguém que eu não lembro), tratem o torcedor como animal, e ele se comportará como animal. Essa tem sido a dinâmica do país que vai sediar a Copa de 2014. Vamos ver no que vai dar. O torcedor é um consumidor como outro qualquer.


Serviço

Cachorro Quente do Maracanã
Estádio Mario Filho (Maracanã), Rio de Janeiro
O que comi: Cachorro Quente (R$4,00) e Coca-Cola (R$3,00)
Benefício/Custo: ruim

domingo, 19 de abril de 2009

Capuccino da Kopenhagen

Não tem mistério: é só encher a xícara com lascas do delicioso chocolate da casa, posicioná-la abaixo da torneira e apertar o botão. O espresso preenche o vazio entre as lascas de chocolate, até cobrí-lo completamente. Aí vem a pergunta fatal: acompanhamento, senhor? Escolho o canudinho, mas o chocolate com menta cairia tão bem quanto.

Só me incomoda uma coisa. Talvez incomodar seja um pouco forte, mas tem um detalhe que foge à perfeição desta iguaria. Reparem bem na foto: temos a xícara, o canudinho e um pires. Mas.... olhem de novo. Por que raios a xícara está fora do centro do pires? Porque? Isso já causou um certo desconforto na hora em que fui servido. Ao sentar, a primeira providência foi tentar colocar a xícara no local de onde nunca deveria ter saído: o centro. Qual não foi minha surpresa ao perceber que o pires de fato possuia uma cavidade descentralizada! Estava alí DE PRO-PÓ-SI-TO! Tive que engulir essa, mas foi fácil descer, junto com meu delicioso cappucino.

Serviço
Kopenhagen
Rua do Catete, 311 (Galeria São Luiz), Largo do Machado Rio de Janeiro
O que comi: Cappucino (R$5,50)
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Albamar

É caro, mas vale cada centavo. Ao entrar no Albamar pela primeira vez me senti no auge dos anos 60, bailes no Copacabana Palace, glamour, bossa nova... A entrada já chama a atenção pelo imenso segurança. Em seguida, entra-se num elevador com capacidade para 3 pessoas: o ascensorista e mais dois. Tudo com cara de que era a coisa mais chique do mundo há algumas décadas atrás.

Ao chegar no restaurante, mesas de madeira maciça, belas taças, decoração sóbria e elegante. A vista para a baia de guanabara torna o lugar especial. Especial também o susto ao se abrir o cardápio: nenhuma sopinha por menos de R$40. Os pratos, aliás, muito bem escolhidos: tive vontade de comer cada um.

Minhas origens não me deixaram só neste momento: achei um prato que servia duas pessoas, muito apetitoso (como todos os outros) por R$72,50, o que na média dava a pedida mais barata do cardápio. Pedi achando que era uma coisa, acabou vindo outra melhor ainda. Mariscada, pela minha experiência, era moqueca com vários frutos do mar. Pelo menos foi isso que eu comi em Salvador, por duas vezes, no ano passado.

Como podem ver pela foto, nos trouxeram um lindo prato com um par de vários seres marinhos. Lagostins, camarões VG, filés de salmão, algumas lulas, polvos (pólvos?), mexilhões, enfim, uma farra. Um arroz de brócolis certeiro acompanhava o prato. Confesso que o molho pesto, esse aí do meio, ficou meio deslocado. Um limãozinho bastava. Mas como adoro manjericão, isso não chegou a ser um problema.

Ah, de entrada pedimos bolinhos de bacalhau e uma casquinha de siri, espetaculares. O restaurante é perfeito para uma comemoração especial. Fiquei com vontade de voltar só pra comer ostras e tomar uma cervejinha na mesa da janela, como ví um casal fazendo. Mas antes ainda tenho que trabalhar mais um pouquinho...


Serviço
Albamar
Praça Marechal Âncora, 186 - Centro - Rio de Janeiro
O que comi: Mariscada com arroz de brócolis e pesto (R$72,50 , para 2 pessoas)
Benefício/Custo: justo

ps: Há bastante coisa sobre a história do Albamar, que é o último prédio remanescente do mercado municipal que ali funcionava, já esteve a beira da falência, foi controlado pelos empregados e hoje está nas mãos do chef do Copacabana Palace, Luiz Incao. Vale a pena pesquisar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cuscuz da Ilha

O senhor que vende o cuscuz está lá faz bastante tempo. Ouvi até uma história que certa vez a carrocinha, que fica numa esquina, foi atingida por um automóvel e ficou completamente destruída. Os moradores das redondezas ajudaram o dono a comprar outra carrocinha, pois adoravam o cuscuz.

Verdade ou não, certo é que o doce é gostoso e a fatia generosa. Foi até difícil comer tudo depois de um almoço no Chuá da Ilha. O problema é que $2,50 por um pedaço de cuscuz é demais. O outro cuscuz analisado pelo blog (Largo do Machado) custa de R$0,50 a R$1. Até parece que sou viciado em cuscuz...

Serviço
Cuscuz da Ilha
Em frente ao Chuá da Ilha
O que comi: Fatia de Cuscuz (R$2,50)
Benefício/Custo: ruim

domingo, 4 de janeiro de 2009

Sobrenatutral

Localizado no Largos dos Guimarães, centro gastronômico de Santa Teresa, o Sobrenatural é a referência carioca quando o assunto é moqueca.

De entrada, pastéizinhos de camarão, porção com 10, bem rechonchudos e recheados. Como prato principal, moqueca, claro. Pedimos uma de cherne e uma de camarão, cada uma sugerida para 2 pessoas, mas 6 comeram fartamente.

A de cherne vem com duas postas bem grossas do peixe, mergulhadas no molho da moqueca e pirão. O peixe derrete na boca, realmente eles sabem o ponto certo de cozimento do peixe. Raridade nos restaurantes, aliás. Acompanha arroz branco.

A moqueca de camarão também é deliciosa, os cerca de 15 crustáceos bem gordinhos chegam crocantes à mesa, e o molho vem caprichado no leite de coco. Acompanha arroz branco e uma farofinha amarela muito boa.

No sobrenatural ainda é possível beber boas cervejas, como a Bohemia Weiss, que caiu muito com as moquecas. A pimenta servida nas mesas não é muito forte, mas é bem cheirosa. Prefiro assim.

O restaurante não é barato, mas vale a pena. Nos fins de semana, fica bem cheio na hora do almoço. E na sexta à noite, tem chorinho. Mas cá pra nós, o silêncio cai muito bem com as moquecas.


Serviço
Sobrenatural
Rua Almirante Alexandrino 432 (Lgo dos Guimarães), Santa Teresa, Rio de Janeiro
O que comi: Pastéis de camarão (porção com 10), moqueca de cherne (R$77), moqueca de camarão (R$75)
Benefício/Custo: justo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Mil Frutas

É caro, mas é muito bom. Falar bem dos sorvetes do Mil Frutas é chover no molhado (dois clichês numa frase só!). Mas nunca é demais. Neste fim-de-semana, típico do dezembro carioca, com muito engarrafamento, tempo abafado, nada melhor do que se refrescar com estes maravilhosos sorbets. Sim, sorbet é este tipo de sorvete de frutas que não contém leite, nem creme de leite, nem gordura vegetal hidrogenada, encontrada nos kibons da vida. Somente água e frutas, e um pouco de açúcar, como faz questão de salientar o folder encontrado na loja.

A foto ao lado mostra uma casquinha de maracujá-santo. É maracujá com capim-santo, erva-cidreira ou capim-limão, sinônimos, como aprendi. Mas estava tão bom que resolvi voltar no dia seguinte, e provamos o de laranja com gengibre e figo com água de coco. O maracujá-santo e o laranja com gengibre são muito refrescantes, o segundo com toque apimentado do gengibre, o primeiro com o toque doce-calmante da erva cidreira. O de figo com água de coco é um pouco mais pesado, mas pra quem gosta de figo é imperdível.

O ponto negativo fica com o preço em relação à quantidade. Achei a bola de sorvete muito magrinha para o preço de R$7,00. Se forem duas bolas, cai para R$12,00. Ainda assim, o Sorvete Brasil ainda ganha no benefício/custo, apesar do Mil Frutas valer cada centavo.

Serviço
Mil Frutas
JJ Seabra, s/ número, Jardim Botânico, Rio de Janeiro
O que comi: Casquinhas (1 bola) de: Maracujá Santo, Laranja com Gengibre e Figo com Água de Coco (R$7,00 cada)
Benefício/Custo: justo