quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cia Oriental

Sempre que vou a São Paulo, seja a trabalho ou lazer, minha primeira preocupação é: onde comer?

Há algum tempo a primeira opção já é certa: o Restaurante Cia Oriental, na Liberdade. A vontade de experimentar coisas novas é grande, mas esse lugar tem algo que me atrai e sempre acabo fazendo pelo menos uma refeição por lá.

Os restaurantes japoneses da Liberdade são bem diferentes dos do Rio. Lá parece um pouco mais autêntico, com cardápios escritos em ideogramas, e alguns lugares os garçons mal falam português. Por sorte, costumam botar fotos para ajudar. O resultado prático disto é uma variedade maior de práticos típicos, fugindo dos sushis e sashimis que sempre vemos por aqui.

O Cia Oriental oferece pratos Chineses, Japoneses e Coreanos, além de Brasileiros. Não é tão tradicional quanto outros por lá, mas come-se ótimos pratos típicos por um preço muito justo.

O meu favorito é um coreano, que aparece na primeira foto (que esqueci de anotar o nome). É composto por uma bacia com diversos legumes picados, cobertos com sashimis e pedaços de algas. Acompanha um missoshiro, uma tijela de arroz e um pedaço de acelga apimentada. (Você sabia que se come acelga na Coréia do Sul? Nem eu...)

Meus companheiros de mesa pediram os indefectíveis combinados e yakissobas. Protestei, disse que era falta de imaginação, que isso podem comer qualquer hora aqui no Rio, que havia outros pratos esquisitíssimos, etc...

Pois bem, tive que dar o braço a torcer. Até nisso eles dão um banho nos nossos japas: olhem bem a cara deste yakissoba! Delícia. E, no meio do combinado, eis que surge um enrolado de salmão com gema de ovo. Nossa, inacreditável. Bela pedida.

Para finalizar, o restaurante com uma sorveteria que oferece um sorvete de gengibre sensacional.
O restaurante fica no quarto andar de uma galeria, não é o lugar mais agradável do mundo. Mas confesso que é difícil não passar lá nas minhas visitias à paulicéia.


Serviço
Cia Oriental
Rua Galvão Bueno, n. 40/44, 4 andar, Liberdade, São Paulo
O que comi: (Desculpem, não anotei nada. Só me lembro que o prato coreano lá de cima custa R$17,50)
Benefício/Custo: justo

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Almoço Mexicano

Como ir ao México sem ficar gripado? É fácil. Siga os passos abaixo e aproveite o delicioso almoço preparado pela chef Eugênia!

Você acha que sabe o que é Tequila? Se não conhece a Capa y Espada, então não sabe. Sal e limão? Nada disso! A tequila deve ser intercalada com goles de suco de tomate, limão, sal e molho inglês, no copinho à esquerda.
À esquerda, Salsa Taquera, bem apimentada. À direita, pico de gallo: misturinha de tomate, cebola, coentro e, supostamente, pimenta . Mas, a pedido da audiência, a chef pegou leve.
Tacos, feitos com legítimas tortillas mexicanas trazidas de lá. Estas tortillas são de milho, mais usadas no México.Nachos:
Frango com mole. Este é um molho típico mexicano, em pó, feito com chocolate e várias especiarias. É bem apimentado, claro.
Frijoles Refritos: são feijões amasados e fritos. Tradicionalmente, é frito com banha de porco, mas a chef teve pena de nossas artérias e usou azeite mesmo.Um dos pratos mexicanos mais famosos por aqui, o guacamole foi feito com abacate, sal, limão, chiles jalapeños e coentro. Esta é a sua base, que pode ser acrescido de acordo com sua imaginação.O arroz mexicano tem um jeito bem especial de preparar. Ao invés de se cozinhar na água, usa-se um caldo feito de tomate, cebola e alho batidos no liquidificador. Para enfeitar, alguns legumes.A mesa completa:
E, por fim, as micheladas. Cerveja leve, com limão e sal na borda. Uma curiosidade: para colocar o sal na borda, o segredo e usar um pratinho com sal, molhar a borda com água (ou limão) e virar o copo (vazio, por favor) em cima do prato.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bar do Peixe

É um pouco inusitado, eu sei. Naquele ambiente de Lapa-que-ainda-não-entrou-na-moda, meio sujo, meio rio antigo, onde você por mais que você não sinta, pode enxergar o cheiro de urina, lá não é o lugar que a sua mãe recomendaria para comer peixe. "Só como peixe em casa", diria ela. Enfim...

Se fosse só um bar, é possível que eu passasse reto. Mas naquele ambiente, três bares especializados em frutos do mar, um ao lado do outro, aí tem. E tem mesmo. O lugar fica abarrotado de gente nas tardes/noites de quinta a domingo.

Também pudera: tem coisa melhor do que sentar numa mesa de plástico na rua, tomar uma cervejinha gelada, comer uma sardinha frita com limãozinho, e não pagar quase nada por isso? Se tiver um bom papo então, nem se fala. E isso todo mundo sabe que não falta na Lapa.

Confesso que a escolha pelo sardinha foi bem conservadora; havia coisas mais interessantes no cardápio. Mas valeu a pena: a meia porção com 6 sardinhas parrudas, inteiras, abertas e empanadas, com espinha central e tudo estava uma delícia. O limão não podia faltar, assim como uma pimentinha. E tudo isso pela incrível fortuna de nove reais; que fartamente dividos por 2 deram ao prato um preço estupidamente barato.

O leitor pode ter uma ideia das outras iguarias que o aguardam olhando o luxoso cardápio na foto. Isso é claro, se conseguir decifrar os mega-píxeis da minha câmera tosca sem luz.

Um brinde à verdadeira Lapa!

Serviço
Bar do Peixe
Rua André Cavalcanti 16-B, Lapa/Bairro de Fátima, Rio de Janeiro
O que comi: Meia porção de sardinhas (R$9,00, com 6 peixes), cerveja de garrafa (R$3,00)
Benefício/Custo: bom

domingo, 28 de junho de 2009

Bar Adonis



Sexta foi dia de festa no Fundão. E, como sempre, fomos almoçar fora. Mas por sorte minha, resolvemos não ir até o Nova América, e arriscamos ir um pouco mais longe: o Adonis. Apesar de bem famoso, foi a minha primeira vez, e eu estava com boas expectativas, já que só ouvira falar bem de lá.

O começo não podia ser diferente: bolinhos de bacalhau e chopp. O bolinhos estavam muito bons, no nível do Portugália; a pimenta decepcionou um pouco: parecia "daquelas", mas era bem fraquinha. Engraçado é que ela vem num pote, com a tampa furada e um canudo no furo. Para servir, tampa-se a parte superior e depois solta-se em cima do prato. Bem engenhoso...

O primeiro chopp, supostamente um dos melhores do Rio, não veio bom. Talvez porque tenhamos pedido 10 de uma vez só, e o garçon tirou sem o menor cuidado. Os chopps seguintes justificaram o título de melhor do Rio.

Era chegada a hora de pedir o prato principal. A mesa, composta por umas 15 pessoas, já veio com o intuito de pedir a feijoada; portanto, o famoso bacahau de lá fica pra próxima.

Eu me considero um cara corajoso com um garfo e uma faca na mão; entretanto, orelha e pé, NÃO! Expliquei isso pro garçon, e ele gritou pra cozinha: "São três feijoada surda e manca!". Ok. "Sem olfato, também, moço.", acrescentei.

A feijoada é bem servida, como pode ser vista nas fotos, de qualidade razoável graças ao nosso amigo gaúcho. No total, foram 3 feijoadas para 12 pessoas. Sobrou bastante carne, apesar de que desta eu senti que minha barriga se dilatou alguns centímetros. Da próxima vez, eu pediria apenas duas, com um aditivo nos acompanhamentos, que vêm em quantidade desproporcional à da feijoada.

Aliás, os acompanhamentos merecem os parabéns de pé. Não só de feijão e carnes se faz uma feijoada. A couve mineira, a farofa e o torresmo, estavam deliciosos e completaram com maestria a saborosa feijoada.

Ah, a feijoada. Que delícia! Paio, carne seca, costela... A feijoada soava com se estivesse sendo preparada há dias. O feijão e seu caldo tinham um sabor inigualável. As carnes se desmanchavam, mostrando que de fato foram cozidas por bastante tempo no caldo. Ouvi reclamações de que a costela estava seca; ora bolas, as carnes da feijoada ficam secas porque são cozidas por muitas horas; o sabor vai todo para o feijão, na minha humilde opinião, assim é que deve ser feito.

Nem preciso dizer como foi o expediente de trabalho depos desta orgia. Na verdade, a minha primeira refeição de fato foi cerca de 28 horas depois do Adonis...

Update: Destaque especialíssimo aqui para a quantidade de sal! Tinha tudo pra dar errado, mas surpreendentemente o sal estava na medida certa (pra mim). Parabéns ao Adonis; coisa rara no Rio, comer com pouco sal.



Serviço
Bar Adonis
Rua São Luiz Gonzaga, 2156, loja A, Benfica, Rio de Janeiro
O que comi: Bolinhos de Bacalhau (R$2,50), Feijoada (R$55,00, para 4 ou 5)
Benefício/Custo: bom

domingo, 21 de junho de 2009

Bar do Mineiro

O caldinho de feijão do Bar do Mineiro é um patrimônio do Rio. Acho que demorei tanto para colocá-lo aqui no blog por respeito. Mas chegou a hora, ei-lo aqui.

Mais simples impossível. Tenho visto por aí uma moda de enfeitar os caldinhos de feijão com modernidades, mas o Mineiro respeita o que esta delícia deve ser: caldo de feijoada, salsinnha por cima, e com sorte algum pedaço de paio ou carne seca. Com sorte.

A pimentinha no ponto certo dá o toque final, e o pão (velho) ajuda a acalmar a situação quando a pimenta passa do ponto do certo.

Está acontecendo o Festival de Comida de Boteco, com petiscos especiais, mas no Mineiro não tem outra opção: é o caldinho e ponto.

Além de tudo de bom que o Mineiro já tem, o bar fica em Santa Teresa, bairro mais agradável do Rio, na humilde opinião deste blogueiro gastronômico. Vale a visita, e quando forem, me chamem.

Serviço
Bar do Mineiro
R. Paschoal Carlos Magno, 99 - Santa Teresa - Rio de Janeiro
O que comi: Caldinho de Feijão (R$10 na tijela, R$5 no copo)
Benefício/Custo: bom