quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Albamar

É caro, mas vale cada centavo. Ao entrar no Albamar pela primeira vez me senti no auge dos anos 60, bailes no Copacabana Palace, glamour, bossa nova... A entrada já chama a atenção pelo imenso segurança. Em seguida, entra-se num elevador com capacidade para 3 pessoas: o ascensorista e mais dois. Tudo com cara de que era a coisa mais chique do mundo há algumas décadas atrás.

Ao chegar no restaurante, mesas de madeira maciça, belas taças, decoração sóbria e elegante. A vista para a baia de guanabara torna o lugar especial. Especial também o susto ao se abrir o cardápio: nenhuma sopinha por menos de R$40. Os pratos, aliás, muito bem escolhidos: tive vontade de comer cada um.

Minhas origens não me deixaram só neste momento: achei um prato que servia duas pessoas, muito apetitoso (como todos os outros) por R$72,50, o que na média dava a pedida mais barata do cardápio. Pedi achando que era uma coisa, acabou vindo outra melhor ainda. Mariscada, pela minha experiência, era moqueca com vários frutos do mar. Pelo menos foi isso que eu comi em Salvador, por duas vezes, no ano passado.

Como podem ver pela foto, nos trouxeram um lindo prato com um par de vários seres marinhos. Lagostins, camarões VG, filés de salmão, algumas lulas, polvos (pólvos?), mexilhões, enfim, uma farra. Um arroz de brócolis certeiro acompanhava o prato. Confesso que o molho pesto, esse aí do meio, ficou meio deslocado. Um limãozinho bastava. Mas como adoro manjericão, isso não chegou a ser um problema.

Ah, de entrada pedimos bolinhos de bacalhau e uma casquinha de siri, espetaculares. O restaurante é perfeito para uma comemoração especial. Fiquei com vontade de voltar só pra comer ostras e tomar uma cervejinha na mesa da janela, como ví um casal fazendo. Mas antes ainda tenho que trabalhar mais um pouquinho...


Serviço
Albamar
Praça Marechal Âncora, 186 - Centro - Rio de Janeiro
O que comi: Mariscada com arroz de brócolis e pesto (R$72,50 , para 2 pessoas)
Benefício/Custo: justo

ps: Há bastante coisa sobre a história do Albamar, que é o último prédio remanescente do mercado municipal que ali funcionava, já esteve a beira da falência, foi controlado pelos empregados e hoje está nas mãos do chef do Copacabana Palace, Luiz Incao. Vale a pena pesquisar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Meu caro Belga,

Como indiquei, experimente o árabe da galeria Menescal, em copacabana. Sempre cheio, mas muito bom. Coisa simples e bom preço.
Tem muitas opções, mas não esqueça as burrecas. tem de vários sabores...
Não sei o horário exato, mas deve ser o comercial. Sábado até pouco depois de meio dia.
Se quiser, me avisa e a gente combina!

inté

Taian disse...

Alan, o post está ficando velho... pq não cata algo de santa coisa assim?
Abs