segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Barraca da Chiquita

O Mistão Completo, segundo o cardápio, serve 4 pessoas. Comemos sete, tranqüilamente. Aliás, esta prática comum nos restaurantes me deixa profundamente irritado. Odeio desperdiçar comida, sabendo que na maioria dos lugar os restos vão para o lixo mesmo. Mas os garçons vivem incentivando que se peça mais e mais, vai ficar pouco, doutor, acho que só isso não vai dar não. Além do desperdício, me irrita também o costume ocidental (norte-americano) de comer até explodir. Não, não precisamos de tanta comida. Acha-se muito bonito comer até se empanturrar, olha o fulaninho, come muito bem, parece uma draga, hihihi. No Japão, para comparar, numa refeição de sushis come-se 7 ou 8 peças, e pronto. Satisfeito. Aqui fazemos rodízio e só saímos prestes a vomitar.

Tinha mais coisa a falar sobre isso, sobre a crise de alimentos, sobre os transgênicos, sobre churrascarias brasileiras exportando para países de cultura vegetariana o costume de comer carne, sobre a produção de grãos em relação à produção de carne, mas este post era na verdade para falar bem da Barraca da Chiquita.

Voltando ao assunto, o Mistão vem com (da esquerda para direita): aipim, carne de sol, tutú (feijão, couve, ovo, farofa), linguiça, queijo coalho e batata-frita. Tudo isso sobre uma cama de arroz. Ah, foram encontrados ainda pedaços de alface, mas não se soube precisar se eram mesmo do prato ou se caíram por acidente. O destaque vai para a linguiça, bem apimentada, e para o tutú (tutú não era mineiro?). O resto estava muito bom também, a carne oscilou entre pedaços macios e outros nem tanto.

Para arrematar, pedimos algumas sobremesas muito boas também: doce de jaca, de leite, de limão e de cupuaçú, todos servidos em simpáticas taças. Meu destaque foi para a jaca, que adoro, mas sei que tem gente que odeia. Aliás, uma das minha alegrias nesta época do ano é a chegada das imensas jacas. Com o cupuaçú ocorre o oposto: eu odeio, mas conheço gente que ama. Eu sempre tento provar de novo, mas aquele gosto não me apetece: eu juro que parece com o cola de isopor, mas niguém nunca acreditou...

Outro ponto a favor deste restaurante é a sala fechada e climatizada, onde o som fica bem abafado. A feira de São Cristóvão é divertida, mas durante a refeição um pouco menos de barulho é sempre bem-vindo.

Na verdade mesmo, o que mais gosto na Feira são as tapiocas, mas isso fica pra outro post. Bom forró!

Serviço
Barraca da Chiquita
Feira de São Cirstóvão, Rio de Janeiro
O que comi: Mistão completo, supostamente para 4 pessas (R$62,00), e doces diversos (R$4,50 cada)
Benefício/Custo: bom

2 comentários:

Clara disse...

E a feira continua maravilhosa. é muita comida, áfe.
Excelente blog. Bjs!

sinval disse...

Fui curtir o aniversário da minha esposa juntos com nossa filha no dia 19 de julho de 2009, foi uma tarde muito bom sem falar do da receptivida do local a comida estava uma delicia, parabens para todos desta casa.